Dicas gerais de Fiji

Pensando em facilitar a sua vida, iremos reunir todas as dicas sobre as Ilhas Fiji em um só local. Assim, você poderá aproveitar ao máximo sua estada em um dos locais mais belos e remotos do mundo. Aqui você vai encontrar a melhor época do ano para ir, passagens mais baratas, o que fazer, o que não fazer, como economizar seu dinheiro estando lá e muito, muito mais. Lembrando que o vídeo acima é uma pequena amostra do nosso Vlog que está em fase de finalização.

Comecemos falando sobre a melhor época do ano para visitar as Ilhas Fiji. Em janeiro e dezembro você encontrará sol e calor por lá. A questão é que entre outubro e abril o país passa pela wet season (época de chuvas). Por isso você vai encontrar em alguns blogs e sites a sugestão de evitar o paraíso nessa época. Contudo, após muita conversa com nativos de diversas ilhas, fomos informados que o período chuvoso atinge apenas a ilha principal, onde se encontra Nadi e a capital do País, Suva. Por ser bem maior e com grandes montanhas as nuvens se acumulam com facilidade por ali, provocando chuvas com maior frequência. Dos quatro dias que ficamos em Nadi, apenas em um choveu. Nos demais pegamos um sol de rachar o asfalto.

Nas outras ilhas, as chuvas lembram e muito os temporais de verão no Brasil. Chegando sempre ao final do dia para acalentar o calor. Em conversa com o capitão do barco que realiza o transporte diário de hóspedes entre as dezenas de ilhas, ele nos confirmou o dito pelos outros nativos. O sol não para em Fiji.

IMG_3459 2

Voos – Saindo de Sydney, o avião leva menos de cinco horas para pousar em solos Fijianos. Os preços giram em torno de AU$ 500 australianos, podendo chegar a AU$ 800 na alta temporada, entre maio e outubro e nas festas de final de ano. Os valores são bem mais em conta do que badalados destinos como Tailândia (onde a wet season pode sim estragar suas férias) e a Indonésia (que apesar de ter seus encantos, não chega aos pés de Fiji).

Pois bem, de posse dos tickets e com a data de embarque definida, chegou a hora de escolher o que fazer por lá. Sem sombra de dúvida aqui é onde pairam as maiores indagações. Não era para menos. Ao todo são mais de 30 hotéis dos mais variados portes espalhados pelas Mamanucas Islands (ilhas mais próximas de Nadi) e das Yasawas Islands (mais afastadas e mais belas). Isso sem contar os luxuosos resorts de Nadi e Suva.

O local ideal para montar sua viagem (e praticamente único – para não dizer que é o único) é o www.awesomefiji.com. Não, infelizmente o post não é patrocinado. Mas essa empresa é a única a realizar os transportes entre as ilhas. Ok, existe uma outra empresa que faz as viagens até as ilhas mais próximas, mas ela nada mais é que uma extensão da primeira.

Uma vez no site você terá como opção comprar os seguintes pacote:

img_3479-2.jpg
Valores descritos na imagem em dólares fijianos.

Doze, nove, sete ou cinco dias – Nessa opção, a escolhida por nós (12 dias), as ilhas e atrações mais importantes já estão definidas. Não se preocupe se você não gosta de excursão. O pacote passa longe de uma viagem em conjunto com aquele grupo de tias velhas chatas na qual cada uma quer ir para um lado e o guia quer ir para o outro. Como os barcos chegam e saem todos dias das ilhas, cada hóspede tem uma data diferente. Fora isso, como algumas ilhas têm mais de um hotel (distantes uns dos outros), às vezes você fica sem cruzar com as pessoas que estão viajando com você por dois ou mais dias. O viajante também pode optar por incluir todos os passeios/atividades na viagem, o que gira em torno de duas atrações por ilha. Preto no branco vale o preço.

Quando fechamos nosso pacote, optamos por pagar AU$500 a mais cada um para temos acesso às atividades nas ilhas. Pra se ter uma ideia, apenas uma das atrações que tivemos, o Seaspray boat – barco que te leva para um dia de passeio na ilha onde foi filmado O Náufrago, com bebida e comida liberada, custa AU$200 se comprado separadamente.

Gastamos uma média de AU$3,000 cada um nesta viagem.

  • Passagem aérea (Ida e Volta Sydney – Nadi) – AU$650
  • O pacote de 12 dias com todas atividades inclusas, mais alimentação e transporte entre as ilhas – AU$2,000
  • 4 dias extras em Bounty com comida e atividades inclusas: AUS$300
  • Tivemos mais uns 3 dias extras em Nadi por conta dos voos sairem de lá. Tem vários hostels bem baratos pra passar a noite.

Bula Pass – Esse aí é o pacote apenas do transporte de barco entre as ilhas. Pode ser de cinco a 21 dias. Isso te dá direito a viajar quantas vezes quiser nesse período. Não que você o vá fazer. As ilhas não costumam ser próximas. Mas caso você vá visitar quatro ilhas, ficando dois dias em cada, ficará muito mais barato comprar o pass de 10 dias (por mais que não use dois deles), do que comprar a passagem a cada viagem, que vai custar em média AU$100 por trecho.

Bula Combo Pass – Essa foi a primeira opção que pensamos em comprar justamente por não gostarmos de excursão (e achávamos que a opção de pacotes seria assim). Contudo, esbarramos na falta de conhecimento sobre quais ilhas visitar na hora de definir a rota. Isso porque nessa opção você conta com os trechos marítimos e hospedagem, mas tem que decidir para quais lugares ir. Os períodos também variam entre cinco e 12 dias.

Como bom brasileiro e preocupado com o preço das coisas, chequei todas as opções antes de fecharmos. Se comprássemos apenas o transporte e reservássemos todos os quartos por conta própria diretamente com os hotéis, sairia mais caro. Além disso, ainda travávamos na hora de decidir onde ficar. Por essas e outras não nos arrependemos de termos escolhido o pacote de 12 dias, seis ilhas e todas as atividades inclusas. Se você ainda não está convencido, e quer fazer por conta própria seu roteiro, listamos em matérias separadas o que você vai encontrar em cada uma das ilhas que visitamos.

Fazendo as malas – Não queremos ter a audácia de dizer o que você deve ou não levar. Se você deseja levar aquela maquiagem comprada em Paris vá em frente. Mas te adiantamos que ela vai derreter no calor piauiense que faz em Fiji. Que tal anotar o que você não pode deixar de fora da mala?

Já dissemos anteriormente que energia elétrica é produto de luxo nas ilhas mais afastadas (Yasawas Islands). Ficar sem bateria na GoPro antes daquele mergulho com tubarão é tudo que você não vai querer. Logo, leve ao menos dois poderosos power banks e uma lanterna para os momentos de escuridão. Recarregue-os sempre que tiver energia e você não deverá ter problemas.

Falando em GoPro, essa viagem é a desculpa que você precisava para comprar ou pedir uma para o namorado (a). Não vão faltar atividades aquáticas para você registrar. Com um pouco e sorte (e nem precisa tanta sorte assim) você ainda pode tirar uma selfie com um tubarão, por mais que não pague o mergulho para nadar com eles. Identificamos essa importância ao conversarmos com nossos amigos chilenos, que se queixavam no último dia da viagem por não terem uma foto sequer na água (e nós emprestamos a nossa, é claro rs).

Saindo dos aparatos tecnológicos e indo para a área da saúde, um turista em Fiji não pode esquecer o repelente. E dos bons. Compre uma lata grande para ter certeza que não vai acabar. Os mosquitos lá podem te comer vivo. Sem isso seus jantares serão sessões de tortura. Um kit de primeiros socorros também é recomendável. Quando voltávamos de um passeio na ilha da Lagoa Azul, pulei rapidamente do barco para ver uma arraia e não reparei na enorme pedra sob o barco. Cortei o pé e passei alguns dias com curativo. Uma boa sugestão para evitar isso também podem ser os wet shoes. Uma espécie de tênis de neoprene que foi feito para nadar nesses tipos de locais. Você pode encontrar por cerca de AU$40 no Ebay ou Amazon.

Finalmente chegamos nas roupas. Elas não ficaram para o final a tôa. Esse é o item mais supérfluo e desnecessário da sua viagem. Em Fiji você não terá tempo para jantares afrescalhados ou eventos de gala. O traje oficial é short e algumas camisetas, especialmente porque algumas vilas você não poderá entrar sem camiseta – tanto homens quanto mulheres. Nas fotos acima, o Zeca está usando uma camiseta de um dos capitães do barco e a Mônica teve que inventar uma blusa com canga porque não podia estar só com a parte de cima do biquini. Não precisará de muitas. Quando estiver suja você pode lavar ou pagar algum morador da ilha fazer isso (com sabão de côco ou algo do gênero) por cerca de AU$2 a sacola.

Cloud 9 – Cloud 9 é um bar flutuante ancorado no meio do oceano Pacífico, em meio a águas cristalinas. Um local belíssimo. Antes mesmo de sairmos de Sydney já havíamos nos programado para conhecer o local. Mas como janeiro é temporada de chuva em Fiji (na ilha principal, como já ressaltamos anteriormente) deixamos para escolher o dia da visita ao local de acordo com a previsão meteorológica na região. Demos sorte e o plano deu certo. Pegamos um dia ensolarado em Cloud 9. Era nosso segundo dia em Fiji. Foi nosso primeiro contato com as belezas de Fiji (porque em Nadi mesmo você não verá beleza alguma).

Pagamos cerca de AU$200 por pessoa. O passeio começa às 09am e termina às 4pm. O valor dá direito a duas cervejas e uma pizza por pessoa. Depois disso você pagará cerca de AU$12 na cerveja local e AU$20 na importada. Os valores cobrados nos coquetéis coloridos passam facilmente os AU$20, preços consideravelmente salgados. Mas nada que estrague o passeio. Ficamos o dia inteiro lá nadando. Como o bar possui dois andarem, os mais aventureiros podem dar alguns pulos maneiros na água.

O que não fazer Fiji – Não fique em Nadi. Por nada nesse mundo. Aliás, fique na chegada e na hora de ir embora, uma vez que os barcos para as demais ilhas saem ao amanhecer e retornam apenas no final do dia. Qualquer passeio tradicional Fijiano que te ofereçam em Nadi você poderá encontrar 10 vezes melhor nas ilhas afastadas. Além disso, é por lá que você deve encontrar a chuva (na wet season). Você encontrará na internet algumas sugestões (sempre de gringos), para visitar o mercado municipal deles. Perda de tempo. Não tem absolutamente nada de interessante. Ainda mais para nós brasileiros que estamos acostumados com nossos excelentes mercados municipais. A cidade é repleta de malandro tentando enganar e sugar a grana dos turistas como todo centro turístico.

Bem perto de Nadi existe um complexo de resorts chamado Port Denarau. Justiça seja feita, o local é muito mais arrumado e um pouco mais bonito. Mas não chega aos pés do que você verá nas ilhas. O chamariz ali são os resorts de altíssimo luxo. Redes internacionais de hotelaria estão nessa região e cobram fortunas pela hospedagem. Se você está viajando apenas para curtir a comodidade do resort você pode encontrar hospedagens do mesmo nível pela metade do valor na Tailândia ou Indonésia, por exemplo.

Fiji: o paraíso na Terra

Por Zeca Moreira

fiji editada

Você já ouviu falar em Fiji? Se não ouviu separe um tempo para descobrir um pouco mais sobre esse pedaço de paraíso na terra. O arquipélago formado por mais de 200 ilhas no meio do Oceano Pacífico, entre a Austrália e o Havaí, possui águas cristalinas, mornas, corais de diversas cores, peixes (incluso aí muitos tubarões) e clima quente o ano todo. Não à toa que seu cenário natural serviu como set de filmagens para o clássico da Sessão da Tarde, A Lagoa Azul, e do filme Náufrago.

E não foram apenas as estrelas de Hollywood que se encantaram por Fiji. As qualidades do País foram essenciais para que esses dois meros mortais (eu e Mônica) escolhessem as ilhas como destino. O que significa que se você se programar, talvez possa visitar o arquipélago nas próximas férias.

Assim que compramos as passagens começamos a pesquisar sobre os melhores locais e atrações da ilhas. Ficamos surpresos com a falta de informações e com a quantidade de dicas furadas que achamos na internet. E não era só na rede mundial de computadores que encontramos conselhos ruins. Nas agências de viagem que procuramos era  a mesma coisa. Pensando nisso, vamos detalhar aqui e em outros textos nossa Fiji Experience para que você não cometa erros (como se hospedar em Nadi achando que aquilo é Fiji) e aproveite ao máximo suas férias no paraíso. Esperamos que aproveitem.

IMG_3470

A viagem – Optamos por ir dia 01 de janeiro logo cedo, na ressaca do Revéillon. Isso fez com que o preço da passagem fosse bem baixo para a temporada de final de ano. Como estávamos com bastante dúvidas relacionadas às ilhas que deveríamos visitar, optamos por comprar um pacote na Awesome Adventures (ÚNICA empresa que faz esse tipo de serviço por lá, acreditem) de 12 dias (11 noites) passando por seis ilhas diferentes, incluindo as mais próximas como Bounty e Beachcomber e as mais afastadas (e com reputação, justa por sinal, de serem as mais belas) como Wayalailai, Korovou, Nabua Lodge e Mantaray. Trata-se do pacote mais longo que eles vendem, portanto você terá tempo de sobra para conhecer os melhores locais de Fiji e fazer as atividades imperdíveis como mergulhar com tubarões, nadar na caverna do filme A Lagoa Azul, conhecer a ilha do Naúfrago, passar o dia a bordo de um enorme veleiro com bebida e comida inclusas, trilhas guiadas pelas montanhas, andar de caiaque entre uma ilha e outra, fazer snorkeling nos corais e diversas outras atividades.

Importante – Os nomes que colocamos das ilhas na verdade são os nomes dos resorts que ficamos. Essa é a melhor forma de você efetivar sua busca nos sites de hospedagem e é como muitas vezes eles as chamam.

Clique nas páginas a seguir para saber o que fazer em cada uma das ilhas que passamos e no link com dicas gerais sobre Fiji.

Bounty (A ilha do Tsunami)

Wayalailai e Korovou (As ilhas dos Tubarões)

Nabua Lodge (ou ilha da Lagoa Azul)

Mantaray e Beachcomber (Para casais ou solteiros)

Fiji: As férias das férias 

Dicas gerais de Fiji

Fiji: As férias das férias

IMG_6269

Ao final da nossa Fiji Experience, na qual passamos 12 dias viajando por seis ilhas do arquipélago, resolvemos descansar naquela que mais nos agradou e que seria mais prática para retornarmos a Nadi antes de embarcarmos de volta à Sydney (AUS). Saímos de Beachcomber chateados e frustrados com a ilha, mas estávamos alegres, pois estávamos a caminho daquela que mais gostamos: Bounty.

Quando descemos no barco que nos levaria até à ilha o funcionário local nos reconheceu e assustado disse:

– Braseeeeeellllllll…..are you back? – Disse espantado.

– Sim, estamos voltando….

A reação foi a mesma quando desembarcamos na ilha. Todo staff nos reconheceu (foi nossa primeira parada, aquela do tsunami. Havíamos pisado por lá 12 dias antes) e estranhou o retorno. Pelo visto não é comum. Explicamos nossa ideia de descansar das nossas férias na ilha que mais gostamos. Ficaram tão felizes que nos deram um upgrade no quarto. O fato de ser baixa temporada também colaborou para isso, obviamente. De diferente, o novo quarto só tinha o acabamento, mais luxuoso. Mas o mais importante de tudo era igual: a vista para o mar.

Nesses quatro últimos dias por lá aproveitamos para fazer o que não fizemos na nossa primeira “temporada”. Remamos de caiaque e caminhamos ao redor da ilha, fizemos stand up paddle e participamos do projeto de preservação de tartarugas marinhas que as devolve para o mar em tamanho maior, o que aumenta a possibilidade de sobrevivência. Também tivemos a oportunidade única de presenciar uma minúscula tartaruguinha desesperada, sozinha, correndo para o mar. Tinha acabado de sair do ovo. A salvamos junto com outras três que estavam perdidas perto do nosso quarto e o staff as “inscreveu” no projeto. Além disso, vimos cobra, descansamos (afinal, a cada dois dias nós tínhamos que empacotar nossa bagagem em cada nova ilha), fizemos artesanato com folhas de coqueiro e nos sentimos literalmente em casa.

Mergulhamos mais, vi meu último tubarão. Me borrei de medo novamente. Jogamos ping pong e um jogo de arremesso de corda uma centena de vezes cada. Tiramos fotos, vimos o lindo pôr-do-sol de lá, tomamos drinks coloridos, participamos de jogos com os nativos e fomos embora arrasados (e a Mônica chorando aos prantos literalmente) por estarmos deixando para trás um povo e um local maravilhoso com apenas uma certeza: a de que nos veremos de novo.

FullSizeRender 55

Bula e Vinaka, Bounty Island!

Dica de Destino: Norte da Nova Zelândia

FullSizeRender (15)

Por Zeca Moreira

Quem nunca assistiu àquele filme no qual um grupo de amigos cruza o país dirigindo uma campervan e pensou: “Uau, um dia ainda farei isso”. Pois bem, se você nunca pensou, comece a pensar na ideia, porque eu e Mônica passamos quatro dias a bordo de uma super campervan na Nova Zelândia e podemos dizer que é uma experiência única. Foram mais de mil quilômetros de estrada na qual passamos por várias cidades e cenários paradisíacos.

Nossa jornada começou pela maior cidade neozelandesa, Auckland. Chegamos no final da tarde e por conta de um atraso pegamos estrada apenas ao cair da noite. Aqui vai nossa primeira dica: caso siga nossa sugestão de roteiro, evite dirigir a noite por lá. As pistas são bastante sinuosas e muitas vezes ladeadas por desfiladeiros. Além disso, você estará pilotando uma campervan de 3.5 toneladas e 2.5 metros de altura. Não vá achando que é a mesma coisa que dirigir um Fiat Palio ou mesmo um carro maior como uma Tucson. Logo, todo cuidado é pouco.

Pois bem, seguimos rumo à pequena (mesmo) cidade de Whitianga, a 165 km de distância do nosso ponto de partida. O trajeto levou cerca de 2,5 horas e nos chamou a atenção a “inexistência” de vida por onde passávamos. Todas as cidades que cruzamos estavam às moscas, sequer postos de gasolina funcionavam. Com apenas 4,4 milhões de habitantes, sendo que metade desses vivem nas quatro maiores cidades (Auckland, Christchurch, Wellington e Hamilton), o País é praticamente inabitado. Talvez por isso ainda preserve sua imensa beleza natural. Nossa primeira parada não foi diferente do que vimos durante nosso primeiro trajeto. Apenas um pub irlandês estava aberto. Foi nossa salvação, pois precisávamos urgentemente de uma tomada para carregar o computador. Enquanto a Mônica trabalhava eu tomava uma cerveja e planejava nosso segundo dia.

Encostamos o carro à beira-mar e quando nos preparávamos para dormir ao som das ondas batendo nas pedras (que lindo) percebemos uma placa a metros da gente com dizeres explícitos sobre a proibição de pernoitar por ali. Na verdade a cidade conta com três vagas para esse tipo de campervan, mas todas estavam ocupadas. Por mais que não tivéssemos avistado uma viatura ou delegacia que fosse, resolvemos estacionar na rua de trás (se fossemos mais duas ruas adiante a cidade acabava) para evitar uma multa.

DICA 2 – Mesmo que você ouça por aí que é permitido estacionar e pernoitar em qualquer lugar na Nova Zelândia, cruzamos com várias placas alertando sobre a ilegalidade do ato (passível de multa). Além disso, existe o fator segurança. Muitos mochileiros tem suas campervans assaltadas enquanto estão estacionadas em locais irregulares (os bandidos locais sabem que backpackers viajam com vários pertences e equipamentos eletrônicos). Por isso procure um camping para encostar sua caranga.

Acordamos às oito da manhã sentindo um pouco de calor dentro da van. Por mais que estivesse cerca de 20 graus, a falta de uma sombra pesou e antes das 09am estávamos dirigindo rumo a Hot Water Beach. A praia fica a cerca de 20 minutos da cidade que pernoitamos e sugerimos que você acampe por lá ao invés de Whitianga. Além de ter um camping adequado o local é muito mais bonito.

DICA 3 – Existe uma praia ou cidade, não sabemos ao certo, com o nome de Hot Water Beach próxima a Auckland. Toda vez que escrever esse nome no Google Maps ele te dará como referência esse local e não o que citamos aqui na matéria. Logo, cheque a imagem abaixo para ter certeza que está indo ao local correto.

IMG_2225

O nome da praia é referência à atividade vulcânica da região que faz com que a água que corre sob as areias fique quente a ponto de queimar os pés. Turistas chegam com pás e cavam buracos de onde brota água quase fervendo e que criam spas naturais. Hot Water Beach conta também com um charmoso café onde você pode almoçar ou simplesmente fazer um lanche rápido (ficamos com a segunda opção).

De lá seguimos viagem para Whakatane, cidade a cerca de três horas de carro, mas que fizemos em quase cinco por conta do nosso primeiro contato com as belas paisagens que te acompanham enquanto você viaja pela Nova Zelândia (como dirigimos à noite no primeiro dia não vimos nada).

Foi também nosso primeiro banho da viagem (mochileiros têm que aprender a lidar com a falta deles), pois enfim pudemos pernoitar em um camping (Whakatane Holiday Park) com tudo que tinha direito (inclusive energia elétrica para a campervan). Pagamos AU$ 20 por cabeça e pegamos dicas importantes com o dono do local, que nos sugeriu visitar a cidade de Roturua no dia seguinte.

– Não me importo muito com o dinheiro. Mas nossa cidade Whakatane não tem muita coisa para fazer. Se querem mais movimento vocês devem ir até Rotorua – disse ele sem se importar com a diária extra que iria perder.

Em tempo, Whakatane fica perto de um vulcão ativo na ilha White Island. Infelizmente cortamos o passeio da nossa lista ao sermos informados que o passeio custaria quase AU$ 200 cada.

No dia seguinte, tomamos nosso café da manha/almoço num restaurante/fazenda chamado Julians Berry Farm & Cafe à beira da estrada. A dica foi de uma amiga da Mônica, que descobriu que estávamos por lá por conta do Instagram (@monicaplaza). Comemos com ela e com um amigo dela, nativo da região. Pegamos novas dicas, comemos mais, colhemos morangos (isso mesmo, você paga entre AU$ 8 e AU$ 20 e colhe os próprios morangos, amoras e outras frutas da temporada) e seguimos para penúltima etapa da nossa viagem, a “movimentada”cidade de Rotorua.

Chegamos com o dia ainda claro. Nos “hospedamos” no estacionamento do hostel Base Backpackers. Como eles não possuíam área adequada para campervan foi cobrado apenas AU$ 10 por cabeça, que nos dava acesso ao banheiro e a um estacionamento seguro. Nada mais.

A cidade conta com diversas atividades como caminhada sobre as árvores, passeio em vulcões, mini-golfe e um grande parque com variadas atrações. Como era muita coisa para pouco tempo (e dinheiro) optamos por descer um morro dentro de uma bola cheia de água no chamado OGO, fazer uma caminhada por um parque (gratuito) com gêiseres e atividades geo-térmicas – Kuiarau Park – e ir ao Skyline, onde brincamos de carrinho de rolimã.

Começamos pela descida de morro dentro de uma bola cheia de água (melhor tradução que encontramos para atividade). Não foi barato (AU$ 50 cada) nem demorou uma hora. Na verdade a atividade em si durou uns dois minutos, mas valeu a pena. Eu e a Monica entramos em uma bolha plástica oca, com 140 litros de água dentro. Depois disso um funcionário do local abre a cancela e libera a bola morro abaixo em um circuito recheado de curvas. Fomos girando e batendo cabeça até a base da montanha. Depois relaxamos em um spa com um visual de cair o queixo. Se a descrição da atividade não foi tão interessante quanto realmente foi, dê uma olhada no vlog em nosso canal do YouTube.

Trocamos de roupa na Campervan, pois terminamos o passeio encharcados, e tomamos rumo ao parque público para ver os gêiseres e atividades geo-térmicas. Ali tivemos uma péssima experiência. Depois de quase três anos morando em Sydney, umas das cidades mais seguras do mundo, perdemos um pouco dos cuidados que devemos tomar quando visitamos qualquer lugar que não conhecemos.

Enquanto tirava umas fotos da Mônica nos descuidamos das nossas coisas. Deixamos um Iphone, um power bank e uma das lentes da câmera fotográfica a alguns metros da gente. Num piscar de olhos não estavam mais lá. Percebi de relance três Maoris (como são chamados os índios neozelandeses) saindo rapidamente por uma viela do parque. Sem pensar, institivamente, corri atrás deles e pedi nossas coisas de volta. Um deles veio para cima de mim dizendo que não era ladrão enquanto os outros dois saiam de fininho. Apesar de não ter sido o melhor aluno de matemática no segundo grau sempre soube que quando estamos em desvantagem numérica numa situação de risco como essa a melhor coisa a ser feita é recuar. Enquanto o maior deles nos ameaçava íamos recuando e questionando sobre nossas coisas. Os comparsas dele sumiram da nossa vista. Tudo foi rápido. Não mais que um minuto. Já dávamos nossas coisas como perdidas, quando um dos caras voltou, pediu desculpas e nos entregou tudo. O grandão que ainda nos ameaçava ficou surpreso com o ato do chefe da gangue. Confesso que também ficamos. Depois do ocorrido e com tudo de volta, ficamos sabendo que os Maoris são conhecidos por assaltar turistas em toda Nova Zelândia (principalmente arrombar campervans de turistas – por isso dissemos lá em cima para sempre procurar campings para pernoite).

No segundo dia em Rotorua fizemos um dos melhores passeios da viagem. Visitamos o Skyline Park. Com preços que variam AU$ 39 e AU$ 150 o parque conta com diversos tipos de pacotes e atrações. Optamos por fazer um dos mais famosos: A corrida de Luge. Na prática trata-se de um carrinho de rolimã estilizado, com manche para comando de direção e freio. Tão fácil de guiar que até crianças pequenas podem praticar. Nos sentimos dentro do Mario Kart. A única diferença é que não podíamos atirar os outros carrinhos para fora da pista. Você pode optar por descer com emoção (muito rápido) ou sem emoção (curtindo o visual). Obviamente eu fiquei com a primeira opção enquanto a Mônica optou pelo segunda. Ao chegar no pé do morro você tem que pegar um teleférico até o topo para começar tudo de novo. Durante a subida você aproveita para admirar o belíssimo cenário.

Nosso último destino foi Auckland, cidade de onde partimos. Separamos muito pouco tempo, ou quase nada, para conhecermos a maior cidade da Nova Zelândia. Decidimos assim porque antes de traçarmos a rota da viagem conversamos com várias pessoas, muitas delas oriundas de lá, e todas foram unânimes: Auckland é uma miniatura de Sydney sem nada para fazer. Chegamos no final da tarde e a cidade não nos atraiu em NADA. Vamos dar um desconto, pois era um domingo. Demos uma volta, comemos uma porcaria e já desistimos de fazer qualquer coisa que fosse. Começamos a procurar um local para dormir perto de onde deveríamos devolver o carro no dia seguinte. Optamos por um posto de gasolina bem próximo do ponto de entrega.

DICA 4 – Me chamou a atenção enquanto procurávamos lugar para pernoitar em postos de gasolina de Auckland como todos contavam com seguranças. Em Sydney isso não existe. Fiquei desconfiado e pedi autorização a um deles antes de encostar. Ele permitiu, mas pediu que saíssemos antes de amanhecer. Procure fazer o mesmo para evitar acordar no meio da noite com alguém batendo no seu vidro.

Sem sombra de dúvidas a viagem de Campervam por um País bonito como a Nova Zelândia foi uma ótima escolha. Pudemos desfrutar cenários paradisíacos, tirar fotos, conhecer novas pessoas, passar por diferentes experiências e ser donos do nosso tempo. Sem check-in ou check-out. Ficou a certeza que voltaremos em 2017, dessa vez para conhecer a famosa região de Queenstown (que por incrível que pareça dizem ser a mais bonita de todas). Faremos durante o inverno para ver como fica esse cenário coberto de neve. E obviamente, iremos escrever tudo aqui.

Aliás, já viu o vlog desta viagem no nosso canal do YouTube? No vídeo você pode ver todas as nossas aventuras por esses quatro dias. 

Dica de viagem: Blue Mountains II

IMG_8609

Por Zeca Moreira

Mais uma vez resolvemos aproveitar o inverno australiano (sim, aqui tem inverno e faz frio) para visitar as belas paisagens de Blue Mountains. Porém, diferentemente do ano passado, quando visitamos as Three Sisters e o divertido Scenic World, não vimos neve desta vez e trocamos o segundo passeio por uma trilha nas cavernas de Jenolan Caves.

Saímos de Sydney sábado ao meio-dia e duas horas depois já estávamos no mesmo hotel que ficamos ano passado. O local é bem simples, fica ainda na Highway, mas tem uma tarifa justa. É a acomodação ideal para quem deseja fazer os passeios das Three Sisters e do Scenic World. Agora, caso você vá fazer os passeios de Jenolan Caves o ideal é tentar se hospedar por lá mesmo (eles possuem quartos para todos os “bolsos”), pois essas cavernas são relativamente distantes, cerca de 1,5 hora de carro do hotel que ficamos. Mas é importante se programar com antecedência para pernoitar por lá. O local é bastante procurado nessa época do ano e às vezes não é possível achar um quarto disponível mesmo que você tente reservar com semanas de antecedência.

Pois bem, vamos ao que interessa: os passeios. Após realizarmos o check-in corremos para as Three Sisters para ver o pôr-do-sol. Descobrimos duas coisas: o local é bem mais vazio a essa hora e a vista é simplesmente sensacional. De cair o queixo. Optamos por ficar até escurecer (mesmo) e voltamos pela trilha da montanha apenas sob a luz do luar. Vale muito a pena. Paramos para jantar em Katoomba antes de voltar para o hotel. Não que sejamos repetitivos, mas jantamos no mesmo local do ano passado. O preço, atendimento e o sabor nos conquistaram.

Na manhã seguinte saímos cedo, havíamos reservado nossa trilha para 13h30. Logo na saída paramos num charmoso café de beira de estrada para apreciarmos a paisagem e tomar algo quente. O caminho entre Katoomba e Jenolan Caves é muito bonito e repleto de vida selvagem. Infelizmente também pudemos ver diversos (ao menos 10) cangurus atropelados na beira da estrada. Felizmente, também vimos um ao vivo quando paramos para tirar fotos numa floresta de eucaliptos.

Cavernas

Ao chegarmos em Jenolan Caves, já fomos surpreendidos por uma estrada em meio às cavernas logo na entrada. O hotel e o restaurante são rústicos e remetem ao século passado. Fomos retirar o bilhete para nosso passeio e enquanto esperávamos nossa hora comemos algo (a trilha dura duas horas e não é permitido comer durante ela para não atrair bichos).

Importante: compre seu passeio antes de ir até Jenolan Caves. A possibilidade de chegar lá e estar tudo esgotado é bem grande.

A trilha escolhida foi a River Caves (AU$ 48 por pessoa) e é considerada a mais “complicada”. Complicada bem entre aspas mesmo, porque no nosso grupo tinha grávidas e idosos (ver outras trilhas no box serviço). A beleza da caverna é exuberante .

 

A trilha tem muito charme e é extremamente segura. As escadas são bem conservadas (e bota escada nisso) e o piso antiderrapante. O River, o momento mais esperado do passeio, é realmente fascinante. O reflexo da caverna na água te faz perder a dimensão do que é teto e chão.

Contudo, a intervenção humana nas cavernas é grande. Já tive a oportunidade de visitar inúmeras cavernas nos arredores de Brasília. Carregávamos apenas nossa lanterna e capacetes. Como deve ser. Em Jenolan Caves (ao menos na trilha que fizemos) a interferência humana é grande. Há iluminação artificial em toda parte. Confesso que as luzes trazem uma beleza a mais ao local, mas tira o ar rústico da paisagem.

Ao final, ainda tentamos visitar a famosa lagoa azulada que existe por lá. Mas a trilha estava fechada por conta do risco de deslizamento de pedras. Nos restou retornar e apreciar a paisagem de volta mais uma vez.

COMO CHEGAR
Blue Mountains
Trem – Viagem pode durar entre duas e três horas. Varia de acordo com o percurso que você pega. Se você viajar no domingo o trecho custa AU$ 2,50. Durante a semana é um pouco mais de AU$ 10 o trecho.
Carro – Uma hora e meia de viagem. As estradas são boas e sinalizadas. Pedágios são cobrados no caminho e você deve gastar cerca de AU$ 40 de combustível.

Jenolan Caves
Trem + busão – Saindo de Sydney, você pega um trem na Central Station até a cidade de Katoomba. Lá você pegará um ônibus rumo as cavernas. Mas atenção: as estradas até Jenolan Caves são estreitas, logo existe uma restrição com quais horários os ônibus podem fazer o trajeto. Eles são as 10:30 da manhã e custam AU$ 55 ida e volta. Particularmente, se você estiver indo com mais uma pessoa sairá mais barato alugar um carro do que pagar dois tickets de trem, mais esse traslado.
https://trolleytours.rezdy.com/catalog/37884/jenolan-caves-tours (ônibus)
https://www.goget.com.au/

Carro – Ao todo são 180 kilometros de estrada. Você completará em três horas. Ai você pensa: Três horas na estrada para fazer 180 km? Só se você for de ré….Pois bem, a estrada é entupida de speed câmera e em vários pontos ela é AVERAGE speed câmera, o que significa que ela registra sua entrada num ponto e a saída quilômetros a frente. Se a média for superior ao permitido na via você será multado. E acredite, esse valor não será baixo. Ao usar o Google Maps tente escolher a rota com menos pedágios, pois isso pode representar uma economia de AU$ 20 em cada trecho.

image

Passeios em Jenolan Caves
Como dissemos no texto é melhor reservar os passeios antes de sair de Sydney. A região é bastante movimentada no inverno e a possibilidade de chegar e não conseguir ticket para os passeios é grande. Você pode comprar seu ingresso pelo site deles.  http://www.jenolancaves.org.au/the-caves/show-cave-tours/

Ao todo são 12 tipos de passeios. Optamos pelo River Cave – um dos mais famosos. O ingresso custou AU$ 48 para cada. Pelo mesmo site você pode reservar hospedagem. Lembramos mais uma vez a necessidade de fazer isso com antecedência. Tentamos bookar com sete dias de antecedência e não conseguimos. Uma pena, pois o local é bastante charmoso e aconchegante.

Como foi a viagem ao Brasil? (Parte II)

image

É muito estranho pensar que você está indo passar férias em seu próprio País. Depois de quase dois anos, a sensação de estar em casa é confortante. Até o corpo sentiu calma ao voltar a comer aquela comida que você comeu durante toda sua vida.

Só minha irmã mais nova sabia da minha chegada. Ela foi me buscar no aeroporto à meia-noite de uma sexta pra sábado. Chegamos em casa e ela acordou meus pais, minha outra irmã e disse a eles que tinha algo na sala pra mostrá-los. Minha mãe brigou com ela porque meu pai tava meio gripado, mas mesmo assim ela insistiu. E aí foi só aquela emoção toda. Ao mesmo tempo em que eu chorava por causa do momento, eu ria porque estava muito feliz. E como um clique, parecia que eu nunca tinha saído dali.

Me lembro até hoje que comecei a chorar, horas antes de vir pra Austrália, exatamente na hora que fechei a porta do meu quarto. E o reencontro com ele era muito esperado. Afinal, aquele era meu cantinho único há anos. Lá no meu quarto estava minha avó, que mesmo com Mal de Alzhmeir se lembrou de mim ao perguntar quantas horas de voo eu enfrentei e como é a comida da Austrália. Tudo bem que ela fez a mesma pergunta 10 vezes depois, mas ela lembrou de mim!!!! Não consegui dormir de tanta emoção e passei o sábado entre comer arroz com feijão, carne de sol e mandioca frita, lutar contra o sono e lavar a cabeleira com babosa (haha coisas que melhores amigas fazem por você).

Depois disso foi a vez de reencontrar a família toda e amigos. Aliás, a maioria das minhas amigas ou casou ou começou a morar sozinha nesse tempo. Então quase todas as noites eu tinha um lugar diferente pra conhecer e jantar. Tive até que fazer uma agenda pras datas não se chocarem (como eu estava importante…).

Comemorei meus 29 anos com muito amor envolvido e muita comida também. Foi bolo de chocolate com chocolate branco e morango, pastel de choclo, danoninho, farofa, frango assado, macarrão com açafrão (ops, era com mostarda, como mimha irmã lembrou no comentário abaixo… 😂😂😂😂), batata recheada, muuuiitaaa, mas muuiita comida. 😃

Fui a festas de Brasília que curto muito, fui à peça da Fernanda Souza, fui ao Show Nívea Especial Rock, fui à Igreja com meu pai, fui a aniversários de crianças, fui ao cinema com crianças, a rodízio de sushi, e aproveitei meus finais de semana o máximo que pude.

Também tive os dias burocráticos: dentista, exames de sangue, de mulher, renovação de carteira de motorista, reunião de trabalho, com gerente do banco, compras de produtos e remédios pra sobreviver na Austrália.

E como boa nova turista de Brasília, aproveitei pra tirar fotos em alguns pontos turísticos da capital pra guardar ainda mais essa cidade no coração. Chamei a fotógrafa brasiliense Kakau Lossio e amei o resultado:


Mas e aí? No final você já tava doida pra voltar pra Austrália, né?

Infelizmente, a situação econômica e política do Brasil não está das melhores. Mas voltar para lá com uma situação financeira um pouco melhor (não porque eu sou rica, mas pelo simples fato de converter dólar em real) é completamente diferente.  Como sempre disse aos meus amigos daqui de Sydney, Graças a Deus eu nunca tive uma vida ruim no Brasil (mesmo sendo de muito trabalho e esforço) e Brasília é uma cidade com boa qualidade de vida. Sem falar que é o lugar onde estão minha família e amigos.

E aí que esta viagem serviu pra eu colocar na balança todos meus objetivos de vida. Mais do que pensar num cenário macro, externo, político e de opiniões de todos os lados, era hora de interiorizar os meus sentimentos – a parte mais difícil pra mim aqui na Austrália (como relatei aqui). Passei um dia no meu quarto e resolvi mexer em agendas antigas, nos meus notebooks velhos, arrumei os livros e o guarda-roupa. Meu quarto me fez lembrar o porquê eu vim pra Austrália: eu vim, simplesmente, pra viver a história que sempre sonhei desde os meus 13 anos de idade – com um grande amor, falando outra língua (ou ao menos tentanto falar haha), em outro País e trabalhando na minha profissão em terras estrangeiras.

image
Meu quarto. O reencontro não foi lá como eu esperava porque meus pais o fizeram de depósito de tralhas (kkkk), mas um dia eu cheguei lá e eles tinha arrumado como eu o deixei há quase dois anos. ❤️ (sim, aquela sou eu de princesa nos meus 15 anos)

Todo esse trabalho de memória e reconhecimento interno me deu força pra voltar a Sydney com conforto na alma sabendo que não, eu não estava doida pra voltar pra Austrália pra fugir do Brasil. Eu queria voltar pra casa porque agora eu sei que tenho duas casas. Apesar de todas as dificuldades da vida de estudante em terras do canguru, essa é minha casa hoje também. O mesmo bem-estar que senti ao chegar no Brasil, eu também senti ao chegar aqui. E posso afirmar que nosso lar é simplesmente onde nosso coração sente paz. 🇧🇷🇦🇺

Welcome on board!

FullSizeRender (5)

Estudar, trabalhar, vivenciar aventuras ou simplesmente passear por outros países. Se é isso que está procurando, veio ao lugar certo. O “UpToYou” vai dar o empurrãozinho que você precisa para sair do sofá e colocar a mochila nas costas em busca do desconhecido.

Por aqui você encontrará nossas histórias pelo mundo, em especial na Austrália, onde vivemos atualmente. Nossa missão é inspirar aqueles que têm sonhos de viagens e dar dicas de como realizá-los. De uma forma bem pessoal, sempre tentamos abrir nossos corações para mostrar a realidade de como é viver do outro lado do planeta.

Sair da linha de conforto e se jogar no mundo não é uma questão de oportunidade. É uma questão de escolha. E essa escolha is “UpToYou”. Sejam bem-vindos.