Nabua Lodge (ou ilha da Lagoa Azul)

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Enfim chegamos numa das ilhas mais esperadas da nossa viagem. O arquipélago é tão bonito que foi escolhido pelos diretores do filme A Lagoa Azul como locação para a famosa película. Logo na chegada entendemos o motivo da decisão. Águas transparentes, de cair o queixo. Você consegue ver tudo abaixo do bote que te busca no barco principal até a ilha. Mal podíamos acreditar.

Após nos acomodarmos no quarto, resolvemos andar de caiaque com nosso amigo Frank. Remamos muito, entramos num mangue com correnteza forte, conhecemos praias próximas e retornamos à ilha quase duas horas após nossa saída. Sentamos sob um coqueiro com um casal de chilenos que havíamos acabado de conhecer. Nossos amigos alemães se juntaram e tivemos um final de tarde tomando cerveja e apreciando aquele cenário, literalmente, de filme.

No dia seguinte acordamos cedo. Era o dia de conhecer a famosa caverna da Lagoa Azul. Para chegar lá viajamos cerca de 30 minutos num bote. O passeio no barco por si só já valeria a pena, mas melhora ao chegar na pequena praia onde fica a caverna. Entramos no local escuro e de água gelada. O teto alto e rochoso compunham o cenário. Eis que fomos informados que para seguir dali em diante, já dentro da água, teríamos que mergulhar e passar por um buraco sob a água de dois metros de comprimento. Escuridão total. A única coisa que você vê no outro lado é a luz na lanterna do guia que te espera lá.

Mônica foi primeiro e fui em seguida. Ao tirar a cabeça da água você não vê nada. Breu absoluto. Uma norueguesa começa a cantar para se acalmar enquanto nadamos todos até o final da caverna, onde um ponto de luz entra por um buraco no topo do teto. O guia então explica a importância do local antes de voltarmos para a primeira parte da caverna. Mais uma vez, todos têm de mergulhar e passar pela passagem que leva ao outro lado. Ficamos nadando enquanto esperávamos o segundo grupo. Aproveitamos para pular das pedras e escalar rochas. Para nossa surpresa, umas das meninas que nos acompanha, uma inglesa muito simpática que ficou noiva durante a viagem, nos informa que ela não sabia nadar. Por isso estava usando colete o tempo todo. Colete que ela tirou para poder afundar e chegar do outro lado. Ficamos surpresos com a coragem da menina.

Voltamos ainda a tempo do almoço, pois uma hora depois tínhamos como missão fazer snorkeling na praia principal das locações do filme Lagoa Azul. Repleto de corais e vida marítima, foi um dos melhores locais que mergulhamos (o melhor ainda estava por vir). Passamos cerca de uma hora nadando e depois fomos para a areia encontrar o casal de amigos suecos que estava hospedado em outro hotel da ilha (Safe Landing). Eles aproveitaram para perguntar sobre a comida no nosso hotel, porque no deles a situação não era boa.

À noite, tivemos nossa primeira festa de despedida. Era hora de dizer tchau aos amigos alemães que conhecemos ainda em Nadi, quando trombamos com um deles com a famosa bola Wilson embaixo do braço. Se juntaram à mesa o casal de chilenos que trouxe Pisco Sour (bebida alcóolica típica chilena) e outros amigos. Foi uma farra animada, encerrada apenas por volta das quatro horas da madrugada.

No dia seguinte, apesar da ressaca, aproveitamos a viagem nos deixaria na próxima ilha, Mantaray, a bordo do Lounge do Capitão (ver mais aqui), onde bebemos mais, trocamos fotos e histórias da viagem com aqueles que estavam de partida

Nota – 9.3 – As atrações mais esperadas da viagem não deixam a desejar. A beleza natural da ilha mais afastada também não. Os pontos fracos do nosso hotel foram justamente não ter vista para o mar, o ventilador funcionar pouquíssimas horas e a imensa dificuldade de acessar a internet quando necessário.

IMPORTANTE – O nome da ilha onde foi filmado o filme Lagoa Azul é Nacula. Lá você tem como opcões de hospedagem o luxuoso Oarsmans Bay Lodge, no hotel Blue Lagoon, no Nabua Lodge ou em Safe Landing. Ficamos em Nabua Lodge e pela primeira vez não ficamos em um quarto com vista para o mar. Mesmo assim o quarto era bem arrumado e a comida era justa (tivemos até “churrasco” sem carne vermelha).

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