Como foi a viagem ao Brasil? (Parte I)

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Foto: Kakau Lossio

E durante um mês a pergunta que mais ouvi foi: “E aí, como é a vida na Austrália?”. “A vida na Austrália é ótima, mas a saudade da família e dos amigos é a que mais aperta”, sempre respondia. E agora é a hora de voltar pra minha realidade e responder “Como foi a viagem ao Brasil?”.

Antes de vir, li tantos textos em blogs sobre a tão esperada !Volta pra Casa!. Chorava todas as vezes que lia algum imaginando como seria a minha volta. Comprei as passagens um mês antes e só minha irmã e uma amiga sabiam por questões de busca no aeroporto. Surpresa pra todos, chorei menos do que esperava (afinal, tava feliz demais), euforia com minha chegada, uma semana com muitoooo sono e gripe forte ao mesmo tempo.

Fiquei muito tempo em casa, mas pra mim tava ótimo. Tava sempre com o Pipe e meus pais e irmãs. Revi amigas e pude matar a saudade de muitas comidas brasileiras e chilenas. Não à toa, engordei 2kg 😁. Foi muito arroz e feijão, macarrão, empanada, pastel de choclo, pão de queijo, bolos de aniversários e rodízio de sushi sem peso nenhum na consciência.

E assim como todos os textos que li, passei pelos momentos de introspecção. Não foram poucas as vezes que me peguei, no meio de algum encontro, mais calada, pensativa. Alguns até falaram que eu tava mudada. Mas era o momento que várias coisas vinham à minha cabeça. Memórias daqui e de lá e de lá e de cá. Era o momento que todos descrevem: “você não sabe mais a que lugar realmente pertence”. Talvez eu realmente não soubesse.

Até que a rotina que eu tanto esperava chegou. A rotina que um dia me fez querer ir atrás de novas aventuras, de conhecer outras rotinas. Nos últimos dias, bati de frente com a rotina de todos, que assim como quando eu fui, há quase dois anos, impede que aproveitemos mais nosso tempo com quem gostamos e amamos. E isso foi o que eu precisava pra ter mais certeza do que almejo pra minha vida.

Esse tempo no Brasil foi minha recarga de bateria. Foi o período pra colocar as ideias no lugar, de perceber que eu amo meu País, de que não há sensação melhor do que escutar “Senhores Passageiros” sabendo que está aterrissando em SP e de passar pela imigração sem medo algum de pronunciar alguma palavra errada ou não entender que o moço está pedindo sua carteira de vacinação.

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Foi o período que confirmei o tanto que amo Brasília, seu pôr do sol e suas festas; e o tanto que amo as pessoas daqui. Mas foi o período que percebi que tenho um objetivo e continuarei correndo atrás dele junto a quem me ajudou, me incentivou e me levantou até aqui (Zeca Moreira).

A saudade continuará na Austrália e saio saudosa dos que fizeram de tudo pra passar o máximo de tempo comigo, de me dar apenas um abraço ou me fazer uma ligação.

Como meu pai me falou, vou muito diferente da 1ª vez que fui pra Austrália. Vou com saldo positivo pra continuar seguindo meu caminho e meu sonho. O choro na despedida é só porque queria agradecer muito a todos que me deram essa energia sem saber.

Obrigada pelos dias de muito amor e carinho! Amo vcs! Espero vocês na Austrália (não custa chamar, né?) e até a próxima! ❤️

Mônica Plaza

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