Trabalho em Sydney

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Um mês e uma semana depois da minha chegada em Sydney, consegui o primeiro trampo. Foto tirada às 4h da madrugada enquanto esperava o responsável por levar à obra.

Sabe aquela história que você ouviu do agente que te vendeu o intercâmbio que a vida aqui é fácil e os trabalhos brotam do chão? Pois bem, nào é bem assim. Eles utilizam a mesma tática de venda que a vendedora da loja de jeans usa para te empurrar uma calça que você nunca usará na sua vida.

Contudo também não é difícil trabalhar aqui. Mas gosto de deixar claro que uma série de fatores influencia no tempo que um intercambista pode levar até arrumar o primeiro emprego. Vejam quais são:

Alta temporada – Chegar no verão minimiza espantosamente a possibilidade de você ficar desempregado. No caso de Sydney, a alta temporada é entre o final de setembro e final de abril. Lojas e empresas que trabalham com festas e festivais de final de ano pegam praticamente qualquer um que bata na porta delas, mesmo não dominando o idioma plenamente. Na maior parte das vezes o salário é bom e os trabalhos não são os piores (ainda falaremos dos piores). A parte negativa é que provavelmente você irá trabalhar muito e terá menos tempo livre para estudar. Além disso, essa é a época do ano onde as passagens aéreas ficam mais caras. Então é bom ficar atento.
Nota – Sem dúvida essa época é a mais indicada para aqueles que não têm amplo domínio do inglês.

Baixa temporada – Não é apenas o frio que o brasileiro residente no exterior terá de encarar se optar por se mudar no inverno (seja na Europa, Estados Unidos ou Austrália). Nessa época do ano as vagas ficam escassas. Ouvir “não” ao procurar emprego torna-se uma constante. É preciso ânimo em dobro e dinheiro extra em dobro para segurar as pontas nas vacas magras. Entretanto, se você arrumar um emprego poderá economizar um dinheirinho e chegar no verão sem ter que trabalhar todos os dias. Isso é ótimo, pois terá mais tempo para curtir as praias.
Nota – Se seu nível de inglês for apenas o suficiente para pedir uma promoção do Mc Donalds evite chegar nessa época do ano.

Casais – Assim como no Brasil as relações pessoais são fundamentais na hora de descolar um emprego. Seja num bom restaurante ou num canteiro de obras. Nesse ponto os casais podem ficar em desvantagem. Enquanto os viajantes solitários se jogam sem medo, muitos casais se fecham em programas a dois, restringindo sua rede de contatos significativamente. Conheci casais que chegaram na mesma época que eu e seis meses depois estavam retornando para casa, pois não haviam conseguido emprego para dar continuidade aos planos.

Viajar é abrir a cabeça, conhecer gente nova. Ninguém vai te indicar para um trabalho se não te conhece. Inclusive uma das coisas mais interessantes em se viajar não é apenas conhecer novos lugares. É também conhecer pessoas e suas histórias.
Nota – Se você tem uma mulher/marido com ciúmes até da bonitona (o) da novela existe uma possibilidade das coisas serem mais difíceis para vocês.

Frilando para o Brasil – Já pensou em morar fora trabalhando para alguma empresa no Brasil? Pois bem, isso é possível e nem todos precisam começar sua saga no exterior limpando privada ou lavando panela. Dependendo da sua área de atuação é possível trabalhar a distância. Jornalistas, escritores, músicos e até administradores costumam conseguir levar essa vantagem. A parte ruim é que com o real em baixa seu salário será dividido, no mínimo, por 3. Mas é só arrumar alguns trabalhos casuais em dólar que esse déficit orçamentário se resolve.
Nota – Leia o caso da Mônica Plaza, que associa alguns frilas no Brasil com trabalhos casuais em Sydney para levar a vida em solo australiano.

Estágio/Trabalho na área – Muitas vezes a decisão de morar fora do Brasil significa dar um passo para trás para depois dar dois em frente. Isso porque o chefe no Brasil vira o estagiário no exterior. Há, inclusive, empresas que cobram uma fortuna para te arrumar um estágio NÃO-remunerado na sua área.
Mas saiba que é possível, sim, arrumar estágios sem a intermediação de nenhuma empresa. Tudo bem, que a remuneração será mínima ou nenhuma, mas uma experiência profissional no exterior pode fazer toda diferença no currículo ao retornar para o Brasil.

Linkedin e páginas com ofertas de empregos são as melhores ferramentas nessa busca. Nesses 12 meses conheci alguns casos e irei relatar mais adiante essas experiências aqui e como eles chegaram lá. Nota – Inglês avançado é fundamental para conseguir um estágio/emprego na área.

Ainda iremos falar sobre os principais empregos que os brasileiros conseguem na Austrália.

Zeca Moreira

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