Dicas gerais de Fiji

Pensando em facilitar a sua vida, iremos reunir todas as dicas sobre as Ilhas Fiji em um só local. Assim, você poderá aproveitar ao máximo sua estada em um dos locais mais belos e remotos do mundo. Aqui você vai encontrar a melhor época do ano para ir, passagens mais baratas, o que fazer, o que não fazer, como economizar seu dinheiro estando lá e muito, muito mais. Lembrando que o vídeo acima é uma pequena amostra do nosso Vlog que está em fase de finalização.

Comecemos falando sobre a melhor época do ano para visitar as Ilhas Fiji. Em janeiro e dezembro você encontrará sol e calor por lá. A questão é que entre outubro e abril o país passa pela wet season (época de chuvas). Por isso você vai encontrar em alguns blogs e sites a sugestão de evitar o paraíso nessa época. Contudo, após muita conversa com nativos de diversas ilhas, fomos informados que o período chuvoso atinge apenas a ilha principal, onde se encontra Nadi e a capital do País, Suva. Por ser bem maior e com grandes montanhas as nuvens se acumulam com facilidade por ali, provocando chuvas com maior frequência. Dos quatro dias que ficamos em Nadi, apenas em um choveu. Nos demais pegamos um sol de rachar o asfalto.

Nas outras ilhas, as chuvas lembram e muito os temporais de verão no Brasil. Chegando sempre ao final do dia para acalentar o calor. Em conversa com o capitão do barco que realiza o transporte diário de hóspedes entre as dezenas de ilhas, ele nos confirmou o dito pelos outros nativos. O sol não para em Fiji.

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Voos – Saindo de Sydney, o avião leva menos de cinco horas para pousar em solos Fijianos. Os preços giram em torno de AU$ 500 australianos, podendo chegar a AU$ 800 na alta temporada, entre maio e outubro e nas festas de final de ano. Os valores são bem mais em conta do que badalados destinos como Tailândia (onde a wet season pode sim estragar suas férias) e a Indonésia (que apesar de ter seus encantos, não chega aos pés de Fiji).

Pois bem, de posse dos tickets e com a data de embarque definida, chegou a hora de escolher o que fazer por lá. Sem sombra de dúvida aqui é onde pairam as maiores indagações. Não era para menos. Ao todo são mais de 30 hotéis dos mais variados portes espalhados pelas Mamanucas Islands (ilhas mais próximas de Nadi) e das Yasawas Islands (mais afastadas e mais belas). Isso sem contar os luxuosos resorts de Nadi e Suva.

O local ideal para montar sua viagem (e praticamente único – para não dizer que é o único) é o www.awesomefiji.com. Não, infelizmente o post não é patrocinado. Mas essa empresa é a única a realizar os transportes entre as ilhas. Ok, existe uma outra empresa que faz as viagens até as ilhas mais próximas, mas ela nada mais é que uma extensão da primeira.

Uma vez no site você terá como opção comprar os seguintes pacote:

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Valores descritos na imagem em dólares fijianos.

Doze, nove, sete ou cinco dias – Nessa opção, a escolhida por nós (12 dias), as ilhas e atrações mais importantes já estão definidas. Não se preocupe se você não gosta de excursão. O pacote passa longe de uma viagem em conjunto com aquele grupo de tias velhas chatas na qual cada uma quer ir para um lado e o guia quer ir para o outro. Como os barcos chegam e saem todos dias das ilhas, cada hóspede tem uma data diferente. Fora isso, como algumas ilhas têm mais de um hotel (distantes uns dos outros), às vezes você fica sem cruzar com as pessoas que estão viajando com você por dois ou mais dias. O viajante também pode optar por incluir todos os passeios/atividades na viagem, o que gira em torno de duas atrações por ilha. Preto no branco vale o preço.

Quando fechamos nosso pacote, optamos por pagar AU$500 a mais cada um para temos acesso às atividades nas ilhas. Pra se ter uma ideia, apenas uma das atrações que tivemos, o Seaspray boat – barco que te leva para um dia de passeio na ilha onde foi filmado O Náufrago, com bebida e comida liberada, custa AU$200 se comprado separadamente.

Gastamos uma média de AU$3,000 cada um nesta viagem.

  • Passagem aérea (Ida e Volta Sydney – Nadi) – AU$650
  • O pacote de 12 dias com todas atividades inclusas, mais alimentação e transporte entre as ilhas – AU$2,000
  • 4 dias extras em Bounty com comida e atividades inclusas: AUS$300
  • Tivemos mais uns 3 dias extras em Nadi por conta dos voos sairem de lá. Tem vários hostels bem baratos pra passar a noite.

Bula Pass – Esse aí é o pacote apenas do transporte de barco entre as ilhas. Pode ser de cinco a 21 dias. Isso te dá direito a viajar quantas vezes quiser nesse período. Não que você o vá fazer. As ilhas não costumam ser próximas. Mas caso você vá visitar quatro ilhas, ficando dois dias em cada, ficará muito mais barato comprar o pass de 10 dias (por mais que não use dois deles), do que comprar a passagem a cada viagem, que vai custar em média AU$100 por trecho.

Bula Combo Pass – Essa foi a primeira opção que pensamos em comprar justamente por não gostarmos de excursão (e achávamos que a opção de pacotes seria assim). Contudo, esbarramos na falta de conhecimento sobre quais ilhas visitar na hora de definir a rota. Isso porque nessa opção você conta com os trechos marítimos e hospedagem, mas tem que decidir para quais lugares ir. Os períodos também variam entre cinco e 12 dias.

Como bom brasileiro e preocupado com o preço das coisas, chequei todas as opções antes de fecharmos. Se comprássemos apenas o transporte e reservássemos todos os quartos por conta própria diretamente com os hotéis, sairia mais caro. Além disso, ainda travávamos na hora de decidir onde ficar. Por essas e outras não nos arrependemos de termos escolhido o pacote de 12 dias, seis ilhas e todas as atividades inclusas. Se você ainda não está convencido, e quer fazer por conta própria seu roteiro, listamos em matérias separadas o que você vai encontrar em cada uma das ilhas que visitamos.

Fazendo as malas – Não queremos ter a audácia de dizer o que você deve ou não levar. Se você deseja levar aquela maquiagem comprada em Paris vá em frente. Mas te adiantamos que ela vai derreter no calor piauiense que faz em Fiji. Que tal anotar o que você não pode deixar de fora da mala?

Já dissemos anteriormente que energia elétrica é produto de luxo nas ilhas mais afastadas (Yasawas Islands). Ficar sem bateria na GoPro antes daquele mergulho com tubarão é tudo que você não vai querer. Logo, leve ao menos dois poderosos power banks e uma lanterna para os momentos de escuridão. Recarregue-os sempre que tiver energia e você não deverá ter problemas.

Falando em GoPro, essa viagem é a desculpa que você precisava para comprar ou pedir uma para o namorado (a). Não vão faltar atividades aquáticas para você registrar. Com um pouco e sorte (e nem precisa tanta sorte assim) você ainda pode tirar uma selfie com um tubarão, por mais que não pague o mergulho para nadar com eles. Identificamos essa importância ao conversarmos com nossos amigos chilenos, que se queixavam no último dia da viagem por não terem uma foto sequer na água (e nós emprestamos a nossa, é claro rs).

Saindo dos aparatos tecnológicos e indo para a área da saúde, um turista em Fiji não pode esquecer o repelente. E dos bons. Compre uma lata grande para ter certeza que não vai acabar. Os mosquitos lá podem te comer vivo. Sem isso seus jantares serão sessões de tortura. Um kit de primeiros socorros também é recomendável. Quando voltávamos de um passeio na ilha da Lagoa Azul, pulei rapidamente do barco para ver uma arraia e não reparei na enorme pedra sob o barco. Cortei o pé e passei alguns dias com curativo. Uma boa sugestão para evitar isso também podem ser os wet shoes. Uma espécie de tênis de neoprene que foi feito para nadar nesses tipos de locais. Você pode encontrar por cerca de AU$40 no Ebay ou Amazon.

Finalmente chegamos nas roupas. Elas não ficaram para o final a tôa. Esse é o item mais supérfluo e desnecessário da sua viagem. Em Fiji você não terá tempo para jantares afrescalhados ou eventos de gala. O traje oficial é short e algumas camisetas, especialmente porque algumas vilas você não poderá entrar sem camiseta – tanto homens quanto mulheres. Nas fotos acima, o Zeca está usando uma camiseta de um dos capitães do barco e a Mônica teve que inventar uma blusa com canga porque não podia estar só com a parte de cima do biquini. Não precisará de muitas. Quando estiver suja você pode lavar ou pagar algum morador da ilha fazer isso (com sabão de côco ou algo do gênero) por cerca de AU$2 a sacola.

Cloud 9 – Cloud 9 é um bar flutuante ancorado no meio do oceano Pacífico, em meio a águas cristalinas. Um local belíssimo. Antes mesmo de sairmos de Sydney já havíamos nos programado para conhecer o local. Mas como janeiro é temporada de chuva em Fiji (na ilha principal, como já ressaltamos anteriormente) deixamos para escolher o dia da visita ao local de acordo com a previsão meteorológica na região. Demos sorte e o plano deu certo. Pegamos um dia ensolarado em Cloud 9. Era nosso segundo dia em Fiji. Foi nosso primeiro contato com as belezas de Fiji (porque em Nadi mesmo você não verá beleza alguma).

Pagamos cerca de AU$200 por pessoa. O passeio começa às 09am e termina às 4pm. O valor dá direito a duas cervejas e uma pizza por pessoa. Depois disso você pagará cerca de AU$12 na cerveja local e AU$20 na importada. Os valores cobrados nos coquetéis coloridos passam facilmente os AU$20, preços consideravelmente salgados. Mas nada que estrague o passeio. Ficamos o dia inteiro lá nadando. Como o bar possui dois andarem, os mais aventureiros podem dar alguns pulos maneiros na água.

O que não fazer Fiji – Não fique em Nadi. Por nada nesse mundo. Aliás, fique na chegada e na hora de ir embora, uma vez que os barcos para as demais ilhas saem ao amanhecer e retornam apenas no final do dia. Qualquer passeio tradicional Fijiano que te ofereçam em Nadi você poderá encontrar 10 vezes melhor nas ilhas afastadas. Além disso, é por lá que você deve encontrar a chuva (na wet season). Você encontrará na internet algumas sugestões (sempre de gringos), para visitar o mercado municipal deles. Perda de tempo. Não tem absolutamente nada de interessante. Ainda mais para nós brasileiros que estamos acostumados com nossos excelentes mercados municipais. A cidade é repleta de malandro tentando enganar e sugar a grana dos turistas como todo centro turístico.

Bem perto de Nadi existe um complexo de resorts chamado Port Denarau. Justiça seja feita, o local é muito mais arrumado e um pouco mais bonito. Mas não chega aos pés do que você verá nas ilhas. O chamariz ali são os resorts de altíssimo luxo. Redes internacionais de hotelaria estão nessa região e cobram fortunas pela hospedagem. Se você está viajando apenas para curtir a comodidade do resort você pode encontrar hospedagens do mesmo nível pela metade do valor na Tailândia ou Indonésia, por exemplo.

Fiji: o paraíso na Terra

Por Zeca Moreira

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Você já ouviu falar em Fiji? Se não ouviu separe um tempo para descobrir um pouco mais sobre esse pedaço de paraíso na terra. O arquipélago formado por mais de 200 ilhas no meio do Oceano Pacífico, entre a Austrália e o Havaí, possui águas cristalinas, mornas, corais de diversas cores, peixes (incluso aí muitos tubarões) e clima quente o ano todo. Não à toa que seu cenário natural serviu como set de filmagens para o clássico da Sessão da Tarde, A Lagoa Azul, e do filme Náufrago.

E não foram apenas as estrelas de Hollywood que se encantaram por Fiji. As qualidades do País foram essenciais para que esses dois meros mortais (eu e Mônica) escolhessem as ilhas como destino. O que significa que se você se programar, talvez possa visitar o arquipélago nas próximas férias.

Assim que compramos as passagens começamos a pesquisar sobre os melhores locais e atrações da ilhas. Ficamos surpresos com a falta de informações e com a quantidade de dicas furadas que achamos na internet. E não era só na rede mundial de computadores que encontramos conselhos ruins. Nas agências de viagem que procuramos era  a mesma coisa. Pensando nisso, vamos detalhar aqui e em outros textos nossa Fiji Experience para que você não cometa erros (como se hospedar em Nadi achando que aquilo é Fiji) e aproveite ao máximo suas férias no paraíso. Esperamos que aproveitem.

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A viagem – Optamos por ir dia 01 de janeiro logo cedo, na ressaca do Revéillon. Isso fez com que o preço da passagem fosse bem baixo para a temporada de final de ano. Como estávamos com bastante dúvidas relacionadas às ilhas que deveríamos visitar, optamos por comprar um pacote na Awesome Adventures (ÚNICA empresa que faz esse tipo de serviço por lá, acreditem) de 12 dias (11 noites) passando por seis ilhas diferentes, incluindo as mais próximas como Bounty e Beachcomber e as mais afastadas (e com reputação, justa por sinal, de serem as mais belas) como Wayalailai, Korovou, Nabua Lodge e Mantaray. Trata-se do pacote mais longo que eles vendem, portanto você terá tempo de sobra para conhecer os melhores locais de Fiji e fazer as atividades imperdíveis como mergulhar com tubarões, nadar na caverna do filme A Lagoa Azul, conhecer a ilha do Naúfrago, passar o dia a bordo de um enorme veleiro com bebida e comida inclusas, trilhas guiadas pelas montanhas, andar de caiaque entre uma ilha e outra, fazer snorkeling nos corais e diversas outras atividades.

Importante – Os nomes que colocamos das ilhas na verdade são os nomes dos resorts que ficamos. Essa é a melhor forma de você efetivar sua busca nos sites de hospedagem e é como muitas vezes eles as chamam.

Clique nas páginas a seguir para saber o que fazer em cada uma das ilhas que passamos e no link com dicas gerais sobre Fiji.

Bounty (A ilha do Tsunami)

Wayalailai e Korovou (As ilhas dos Tubarões)

Nabua Lodge (ou ilha da Lagoa Azul)

Mantaray e Beachcomber (Para casais ou solteiros)

Fiji: As férias das férias 

Dicas gerais de Fiji

Bounty (A ilha do Tsunami)

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Nossa primeira parada foi a belíssima ilha de Bounty. Apenas 30 minutos da capital, Nadi, o local possui águas cristalinas e apresenta um azul impressionante. O resort é um dos mais confortáveis da região e conta com eletricidade 24 horas (algo que você não encontra nas ilhas mais afastadas). A comida é farta nas três vezes em que é servida (café da manhã, almoço e jantar), revezando-se em buffet e algumas vezes A La carte. Além disso, foi o único hotel onde encontramos ar-condicionado (peça importante quando estamos falando de temperaturas superiores a 30 graus todos os dias). O bar possui três happy hours por dia, quando as bebidas são vendidas com até 50% de desconto. Jogos como ping-pong e “arremesso de corda ao alvo” ajudam a te entreter quando você estiver saturado da piscina ou de fazer snorkeling com peixes.

De tão pequena, basta 30 minutos andando ou 40 remando a bordo de um caiaque para dar a volta nela. Aliás, esse tamanho demasiadamente reduzido me chamou a atenção quando chegamos na ilha:

– Nossa, se rolar um tsunami aqui não sobra nada. Não temos para onde correr.

Disse enquanto admirava a ilhota ainda do barco que realiza o transporte dos passageiros até os hotéis.

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Tsunami – Hiperativo que sou, peguei meu snorkeling assim que desembarcamos e fui ver de perto o que tinha naquela água. Enquanto mergulhava ladeado por peixes de todas as cores a Mônica aproveitava a piscina. Estava tão animado que após 30 minutos sai do mar para contar minha experiência para ela. Estávamos no bar, a menos de 5 metros do oceano, quando resolvi abrir meu Whatsapp para mandar algumas fotos para minha família e amigos quando me deparei com uma notícia seguida da seguinte mensagem.

– Bom dia povo! Alguém tem conseguido falar com o Zeca? Acho que ele já deve estar sabendo dessa parada… – Perguntou um amigo num grupo que faço parte na Austrália.

– Dá um salve ai. Pediu outro.

Anexada às mensagem vinha uma notícia sobre um terremoto de 7.2 na escala Richter no meio do mar a míseros 300 kilômetros de onde estávamos. Minha espinha congelou na mesma hora. O abalo sísmico havia ocorrido há menos de 30 minutos. Um ano antes, quando fomos para Indonésia, me informei bastante sobre tsunamis pois o País foi um dos mais afetados pelas ondas gigantes que atingiram vários locais em 2004. Naquela ocasião, a Tailândia, por exemplo, estava a mais de mil quilômetros do epicentro do terremoto de 9.2 da escala Richter e foi completamente devastada.

Com essas informações eu tinha plena consciência que o alerta de tsunami emitido pelo Centro do Pacífico de controle a ondas gigantes era real. Real demais. Sabia que aquela ilhota não suportaria uma onda gigante que podia chegar a qualquer momento.  O ponto mais alto da ilha não era superior a 5 metros acima do nível do mar. Chamei um funcionário e perguntei se ele estava sabendo de algo. Mostrei a notícia. Ele já sabia e nada havia comunicado.

Passados alguns minutos os demais hóspedes da ilha foram informados e fomos encaminhados ao ponto mais “alto”. Uma casa de palafitas, construída com madeirites e alguma alvenaria. Nesse momento percebi o semblante sisudo e preocupado do restante dos moradores da ilha. O mar mudou completamente. De calmo e cristalino passou a turvo e agitado. O último alerta de tsunami havia sido em 2011, quando ondas gigantes varreram várias cidades japonesas. Enquanto esperávamos novas notícias escolhi uma árvore de tronco forte e de fácil escalada para correr com a Mônica se algo pior acontecesse. Depois de uma hora e trinta minutos de muita tensão naquele “abrigo”, enfim, recebemos a notícia que o risco já havia passado. Quem havia chorado de nervosismo enxugou as lágrimas e voltou para a piscina. Quem fez vídeo de despedida (vimos isso) ficou um uma cômica memória salva no celular.

Terminamos nosso primeiro dia de trip dançando com os Fijianos e bebendo. Mais tarde, já anestesiados pelo álcool, fizemos amizade com uma italiana que sobreviveu ao tsunami de 2004, quando ela teve de ser resgatada por um helicóptero do telhado de um hotel nas ilhas Maldivas. Voltamos para o quarto chocados com o pé frio da moça e torcendo para que ela não nos acompanhasse pelo restante da viagem. Para nossa sorte, ela não foi.

Náufrago – Quando fechamos nosso pacote optamos por pagar pagar AU$ 500 a mais cada um para termos acesso a atividades nas ilhas, o que incluía um passeio num veleiro no nosso segundo dia de viagem pelas ilhas. A rota, que oferecia bebida liberada e churrasco a bordo, tinha como destino a ilha onde foi filmado o famoso filme do Tom Hanks, O Náufrago, e uma outra ilha onde visitamos um vilarejo fijiano e pudemos comprar artesanatos dos locais. Um dos passeios mais divertidos e cansativos que fizemos sem sombra de dúvidas.

Voltamos para Bounty e dormimos como pedra, afinal, dia seguinte tinha nosso segundo destino: Wayalailai.

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Nota – 9,5. Bounty tem TUDO. Hotel justo, excelente quarto, ar-condicionado, comida farta, atividades para você não ficar parado, peixes, corais, enfim, tudo que você precisa numa viagem. Porém a proximidade da ilha principal, Nadi, a torna rota das famosas Day Trips (passeios de um dia que levam turistas para os arquipélagos mais próximos). Isso incomoda um pouco, pois tira um pouco da paz local. Mas nada que estrague a sua viagem, até mesmo porque esses visitantes costumam retornar antes das 16h.

Wayalailai e Korovou: As ilhas dos tubarões

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Wayalailai – Primeira das ilhas Yasawas a visitarmos, mostrou para gente duas coisas. A primeira era que dali para frente o cenário seria outro. Com ilhas maiores, montanhosas (agora teríamos para onde fugir em caso de Tsunami), corais, peixes, tubarões e claro, águas transparentes com variados tons de azul. Minha sensação era de estar chegando na ilha de Lost (saudoso seriado de meados dos anos 2000). A segunda constatação era de que a palavra “resort” nos hotéis era meramente perfumaria. Na verdade tratava-se de uma pousada construída pelos moradores do vilarejo (quase todos as outras foram do mesmo estilo). Somado a isso, o fato de estar geograficamente mais distante da capital torna a eletricidade bastante cara. Logo, a maior parte das ilhas operam à base de gerador, que são ligados entre duas e três vezes por dia. Isso significava nada de ventilador à noite (os quartos não tinham ar-condicionado).

A comida também deixou de ser farta. Você tem que comer o que te servem, porque não existe loja de conveniência na esquina. Apesar do baque inicial e do choro da Mônica no meio da primeira noite em Wayalailai (por não conseguir dormir sob 40 graus) tiramos de letra por estarmos no meio do oceano pacífico num dos locais mais belos que já visitamos.

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Foi nessa ilha também que tivemos duas experiências incríveis. A primeira foi mergulhar com tubarões em um recife no meio do mar, afastado cerca de 20 minutos da ilha, e a segunda, uma trilha ao topo da montanha, que nos tirou o fôlego tanto pelo visual quanto pelo ritmo imposto pelo guia. Mas comecemos pelo melhor. O mergulho com tubarões.

Destemido que sou, mal podia esperar pelo passeio que nos aguardava logo cedo pela manhã. Às 08 am já estávamos no bote. Munidos de máscaras de mergulho, pés de pato e GoPro. Nada mais. Sem gaiolas de proteção. Elas não são necessárias pois os tubarões de recife, como são conhecidos, são calmos (na maior parte das vezes). Ao chegarmos no ponto de mergulho o guia vira para nós e fala:

– É aqui. Podem saltar. Os tubarões estão ai embaixo.

Destemido que sou (2). Quase melei o short nessa hora. Olhei para Mônica e disse:

– Tá maluco que vou pular nessa água?!?

Ela concordou e disse que não ia entrar. Foi então que o guia tomou a vez e mergulhou no mar. Sendo logo acompanhado por alguns outros hóspedes do hotel. Criei coragem e pulei. A Mônica ficou. Disse que não ia. Passados alguns segundos avistei o primeiro tubarão galha branca. Estava vindo com alguns outros me bisbilhotar. Fiquei receoso, o resto do bando estava mais adiante. Encolhi os braços e nem consegui filmar. Fiquei branco. Eles, os tubarões, nadaram ao meu redor e saíram para checar os outros intrusos. O medo passou. Olho para trás para contar para a Mônica e me surpreendo com ela pulando na água. Daí para frente foram quase duas horas de mergulho com tubarões dos mais diversos tamanhos, alguns com até dois metros. Um passeio que ficará na memória e você não pode voltar de Fiji sem fazer.

Chegamos na ilha a tempo do almoço. Dois pedaços de pizza, uma bola de arroz e macarrão. Zero de proteína. Reclamamos entre nós, mas comemos, pois às 5pm tínhamos uma trilha até o topo da montanha mais alta da ilha. Um passeio desses de barriga vazia é inviável. Aliás, condicionamento físico minimamente razoável e calçados adequados também são fundamentais nessa trilha.  A caminhada é bastante puxada e na primeira metade o guia acelera bastante o ritmo, justamente na parte mais vertical. O ritmo foi tão forte que uma das meninas que nos acompanhava passou mal e tivemos que parar para ela se recuperar. Contudo, o passeio é incrível e lá do topo você consegue ver todas as ilhas ao redor de Wayalailai e uma beleza inacreditável.

À noite participamos de uma festinha no bar da vila com outros turistas. Diversão garantida. Fizemos os primeiros amigos que nos acompanharam no restante da viagem e nos aproximamos do casal de brasileiros, Diogo e Dayane, que havíamos conhecido em Bounty e que também iriam participar das nossas aventuras.

Nota – 8. Wayalailai tem como pontos positivos as belezas naturais e suas atividades. Peca pela fraquíssima comida, pelo fato de passarmos quase o dia todo sem energia e pelo calor nos quartos (mesmo sendo um dos quartos com a mais bela vista).

Yasawas x Mamanucas As ilhas de Fiji se dividem em duas. As Mamanucas, mais próximas à ilha principal (Nadi), e as Yasawas, mais afastadas e que carregam a justa reputação de serem as mais belas.

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Korovou – Nossa terceira ilha era a primeira sem nenhuma atividade inclusa. Isso me deixou bastante entediado. Mesmo estando numa ilha belíssima, não me restava muita coisa a fazer, a não ser entrar no mar para ver se os peixes e corais ali eram tão bonitos quanto nas primeiras paradas. Outros hóspedes optaram por fazer trilhas sozinhos na mata. Dois amigões alemães, Wilson e Frank, escalaram uma torre de telefonia com um nativo (“passeio” que fiquei com muita inveja de não ter feito). Mônica escolheu ficar na piscina curtindo o sol escaldante e bebendo água de coco, o que não é muito comum pelas ilhas.

Eu optei por nadar, sozinho, até uma pedra do lado oposto à praia onde estávamos. Nesse momento uma luz divina me lembrou uma velha dica dos mares, que aprendi com meu pai e minha mãe. Se você não conhece o mar e não tem ninguém nadando nele, cuidado redobrado. Eu era o único ali. A praia estava literalmente deserta. Optei por andar ate o final da areia e de lá nadar até a pedra (que ficava na entrada da ilha) bandeando a montanha. Assim, em caso de necessidade era só nadar até as rochas.

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Comecei a nadar e apesar das águas azuis faltavam peixes como nas outras ilhas. Além disso, a água estava meio turva o que dificultava visão superior a 10 metros de distância. Isso me deixou preocupado, mas segui adiante. A única coisa bacana naquela minha missão era chegar até a danada da pedra. Estava bem próximo já. Inclusive já dava pé, mas pela quantidade de pedras no fundo optei por nadar ao invés de andar. Notei que a água esquentou muito. Ao ponto de ficar desconfortável.

Nesse exato momento um tubarão de seus quase dois metros passa que nem uma bala na minha cara. Vindo do lado esquerdo para o direito. Mais um pouco e ele me acertava. Fiz que nem aquele calango que anda sobre as águas. Levantei (lembram-se que estava dando pé?) e corri, com o mar na altura do peito, até uma pedra que estava a alguns metros de mim. Escalei rapidamente. A perna tremia. Liguei a Gopro na mesma hora (estava desligada pelo excesso de monotonia no meu passeio). Olhei para os lados e vi outro três ou quatro tubarões. Começaram a nadar ao redor da rocha. Não estava acreditando. Podia ver as barbatanas. Meti  a mão na água para filmar. Estava receoso pois não sabia se podia chegar outro por trás. A Gopro 3 só tem como lente o tal “olho de peixe”, que é péssima para filmar a mais de um metro e meio de distância.

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Percebe-se que minha coragem a essa hora não era das maiores. Por isso apenas alguns segundos de imagens. Mesmo tendo mergulhado um dia antes com tubarões maiores no meio do oceano aquela situação era completamente diferente. Primeiramente não tratava-se de um mergulho com “guias”, e segundamente eu estava sozinho e ao contrário dos tubarões nos recifes aqueles ali estavam interessados na minha pessoa. Por isso ficavam nadando ao redor da pedra. A curiosidade durou cerca de 10 minutos e então os perdi de vista. Obviamente que nadar estava fora de cogitação, porém tinha que entrar na água novamente para chegar até a montanha que me levaria de volta à praia. Travessia que fiz em menos de 30 segundos.

Posteriormente fui pesquisar que espécie de tubarões eram aqueles. Tratavam-se dos galhas pretas. Da mesma família daquele que mergulhamos em Wayalailai. Porém estavam mais curiosos. Não costumam ser agressivos, existe poucos relatos de acidentes nas ilhas envolvendo esse tipo. Mas naquela hora não sabia de nada disso e mesmo se soubesse, não pagaria para ver. Inclusive, no penúltimo dia em Fiji tive outro contato similar. Dessa vez estava realmente procurando um tubarão. Há dias entrava no mar atrás de um. Porém a coragem durou pouco e assim que avistei o animal, a alguns metros de mim, resolvi recuar para terra firme. Bastava de tubarões.

De volta à ilha contei aos amigos o ocorrido. Jogamos vôlei com nativos e outras pessoas. Desisti depois de 40 minutos. Engraçado como os fijianos não são chegados numa competição. Sequer contam os pontos da partida. Por isso achei melhor tomar uma cerveja e observar. À noite, no jantar, tivemos até sobremesa. A mesa era longa, onde cabiam todos os hóspedes do hotel. Sentamos juntos, conversamos, bebemos, conhecemos novas pessoas e ao final assistimos uma apresentação pirotécnica.

No dia seguinte, com a notícia do do meu encontro com tubarões a maioria preferiu ficar na piscina até a hora do jantar. Fizemos um passeio para fazer snorkeling, mas foi um pouco frustrante, pois quase não vimos peixinhos. Pelo menos conhecemos uma pequena ilha onde conseguimos tirar umas fotos.

Nota – 7 A falta de atividades e a estrutura precária para atender os hóspedes tornam a ilha uma das menos interessantes. O hotel não fornece toalha nem produtos de higiene. Somado a isso ficamos um dia inteiro sem energia por um problema no gerador local.

Nabua Lodge (ou ilha da Lagoa Azul)

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Enfim chegamos numa das ilhas mais esperadas da nossa viagem. O arquipélago é tão bonito que foi escolhido pelos diretores do filme A Lagoa Azul como locação para a famosa película. Logo na chegada entendemos o motivo da decisão. Águas transparentes, de cair o queixo. Você consegue ver tudo abaixo do bote que te busca no barco principal até a ilha. Mal podíamos acreditar.

Após nos acomodarmos no quarto, resolvemos andar de caiaque com nosso amigo Frank. Remamos muito, entramos num mangue com correnteza forte, conhecemos praias próximas e retornamos à ilha quase duas horas após nossa saída. Sentamos sob um coqueiro com um casal de chilenos que havíamos acabado de conhecer. Nossos amigos alemães se juntaram e tivemos um final de tarde tomando cerveja e apreciando aquele cenário, literalmente, de filme.

No dia seguinte acordamos cedo. Era o dia de conhecer a famosa caverna da Lagoa Azul. Para chegar lá viajamos cerca de 30 minutos num bote. O passeio no barco por si só já valeria a pena, mas melhora ao chegar na pequena praia onde fica a caverna. Entramos no local escuro e de água gelada. O teto alto e rochoso compunham o cenário. Eis que fomos informados que para seguir dali em diante, já dentro da água, teríamos que mergulhar e passar por um buraco sob a água de dois metros de comprimento. Escuridão total. A única coisa que você vê no outro lado é a luz na lanterna do guia que te espera lá.

Mônica foi primeiro e fui em seguida. Ao tirar a cabeça da água você não vê nada. Breu absoluto. Uma norueguesa começa a cantar para se acalmar enquanto nadamos todos até o final da caverna, onde um ponto de luz entra por um buraco no topo do teto. O guia então explica a importância do local antes de voltarmos para a primeira parte da caverna. Mais uma vez, todos têm de mergulhar e passar pela passagem que leva ao outro lado. Ficamos nadando enquanto esperávamos o segundo grupo. Aproveitamos para pular das pedras e escalar rochas. Para nossa surpresa, umas das meninas que nos acompanha, uma inglesa muito simpática que ficou noiva durante a viagem, nos informa que ela não sabia nadar. Por isso estava usando colete o tempo todo. Colete que ela tirou para poder afundar e chegar do outro lado. Ficamos surpresos com a coragem da menina.

Voltamos ainda a tempo do almoço, pois uma hora depois tínhamos como missão fazer snorkeling na praia principal das locações do filme Lagoa Azul. Repleto de corais e vida marítima, foi um dos melhores locais que mergulhamos (o melhor ainda estava por vir). Passamos cerca de uma hora nadando e depois fomos para a areia encontrar o casal de amigos suecos que estava hospedado em outro hotel da ilha (Safe Landing). Eles aproveitaram para perguntar sobre a comida no nosso hotel, porque no deles a situação não era boa.

À noite, tivemos nossa primeira festa de despedida. Era hora de dizer tchau aos amigos alemães que conhecemos ainda em Nadi, quando trombamos com um deles com a famosa bola Wilson embaixo do braço. Se juntaram à mesa o casal de chilenos que trouxe Pisco Sour (bebida alcóolica típica chilena) e outros amigos. Foi uma farra animada, encerrada apenas por volta das quatro horas da madrugada.

No dia seguinte, apesar da ressaca, aproveitamos a viagem nos deixaria na próxima ilha, Mantaray, a bordo do Lounge do Capitão (ver mais aqui), onde bebemos mais, trocamos fotos e histórias da viagem com aqueles que estavam de partida

Nota – 9.3 – As atrações mais esperadas da viagem não deixam a desejar. A beleza natural da ilha mais afastada também não. Os pontos fracos do nosso hotel foram justamente não ter vista para o mar, o ventilador funcionar pouquíssimas horas e a imensa dificuldade de acessar a internet quando necessário.

IMPORTANTE – O nome da ilha onde foi filmado o filme Lagoa Azul é Nacula. Lá você tem como opcões de hospedagem o luxuoso Oarsmans Bay Lodge, no hotel Blue Lagoon, no Nabua Lodge ou em Safe Landing. Ficamos em Nabua Lodge e pela primeira vez não ficamos em um quarto com vista para o mar. Mesmo assim o quarto era bem arrumado e a comida era justa (tivemos até “churrasco” sem carne vermelha).

Mantaray e Beachcomber: para casais ou solteiros

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Mantaray – Pela primeira vez na viagem ficamos em um resort que fazia jus ao título que carregava no nome. Não me entendam mal, os outros hotéis pelos quais passamos eram bons, mas passavam longe de serem hotéis cinco estrelas. Na verdade estavam, muitas vezes, mais para pousadas do que para empreendimentos turísticos de ponta. Mas estamos aqui para falar de Mantaray, então vamos adiante.

Também pela primeira vez, tivemos que pagar pela alimentação. Cerca de AU$50 dólares australianos por dia na ilha, o que dá direito a café da manhã, almoço e jantar (isso nós já sabíamos desde a época que compramos o pacote). Todas as refeições devidamente bem servidas e bem saborosas. Sem falar no visual espetacular da sacada do restaurante. Contudo, o que mais interessa nessa ilha não é a comida. Sem dúvida é um dos locais mais bonitos pelo qual passamos na viagem. A ilha montanhosa abriga bangalôs no meio da “floresta”. Ficamos em uma desses. Sem vista para o mar (de novo), mas a poucos metros de distância.

O snorkeling no local é de longe o melhor que fizemos em Fiji. Outro nível. Completamente diferente dos mergulhos que fizemos em outras ilhas. O arquipélago conta com uma vida marinha abundante devido aos corais naturais na região. Um espetáculo de cores. Passamos horas a fio mergulhando sem prestar atenção no relógio. Quase perdemos a hora de sair para um passeio que nos levaria ao outro lado das montanhas para assistir ao pôr do sol.

Aliás, depois da janta participamos de uma apresentação cultural das mais completas que vimos por lá. Como fomos em janeiro, não tivemos a oportunidade de mergulhar com as famosas arraias gigantes (Mantaray) que dão nome ao resort.  Elas passam pela região entre maio e outubro.

Nota – 9.5 – A ilha e o hotel são excelentes. Contudo, perdeu 0.5 pontos, pois apenas os bangalôs à frente do mar possuem banheiro. O resto é compartilhado. Não que seja sujo ou coisa do tipo, mas não é a coisa mais confortável do mundo. Acordei no meio da noite nauseado por conta do passeio de barco que fizemos e como a chuva era muito forte, tive que ficar dentro do quarto, pois era impossível ir ao banheiro. De resto, um dos melhores locais por qual passamos em Fiji.

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Beachcomber – Nossa última ilha (dentro do pacote de 12 dias que compramos) é uma das mais famosas de Fiji. Infelizmente não pela beleza, mas por ser conhecida como a “party island”. Bem, talvez seja o melhor local para badalar em dezembro ou na alta temporada, mas definitivamente não em meados de janeiro. Passamos apenas uma noite lá e aproveitamos para fazer a nossa festa de despedida com nossos amigos suecos (que nos acompanharam por quase toda viagem) e o casal de chilenos animadíssimos.

Bebemos a noite toda e rimos das nossas histórias. Por volta das três da madrugada, Mônica resolveu voltar para o quarto. Resolvi tomar a saideira com os chilenos. Cerca de 10 minutos depois meu telefone tocou. Algo extremamente incomum na viagem. Achei estranho e quando atendi era a Mônica, muito assustada do outro lado. Enquanto ela se trocava, viu pelo reflexo do espelho um dos funcionários da ilha espiando-a pela janela. Voltei para o quarto voando. Quando cheguei lá, não encontrei o tarado. Apenas a Mônica, ainda em choque. Chamamos o staff do hotel que ao invés de tomar uma atitude nos disse que na ilha tinha um fantasma (acreditem). Dormimos preocupados e ao acordarmos nos deparamos com a ilha lotada de asiáticos e indianos que visitam as ilhas mais próximas nas chamadas day trips.

Contamos os minutos para pegar o barco de saída. Definitivamente não gostamos de Beachcomber. No final, nos despedímos dos chilenos. Nosso “último” adeus. Mônica chorou. Mas estávamos felizes. Terminamos nossos 12 dias com diversas histórias, amigos e a certeza que tivemos a oportunidade de conhecer um dos locais mais bonitos do mundo, que pela distância, poucos brasileiros têm a chance de conhecer. Sem dúvida, somos privilegiados.

Nota – 7 – O hotel de Beachcomber é bastante maneiro. As acomodações coletivas, ideal para os backbackers, também. Contudo, o staff despreparado e as day trips entupidas de asiáticos e indianos tornam a ilha um pouco (bastante) desagradável por conta da multidão de pessoas nas filas para almoçar e fazer atividades. As águas são limpas e azuis, mas sem muita vida marinha. Se você está procurando festa, pode ser o lugar para você. Mas vá em alta temporada. Em baixa temporada NÃO tem público suficiente para festa. Se está atrás de locais bonitos (e também com festa todas as noites), fuja de Beachcomber.

Fiji: As férias das férias

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Ao final da nossa Fiji Experience, na qual passamos 12 dias viajando por seis ilhas do arquipélago, resolvemos descansar naquela que mais nos agradou e que seria mais prática para retornarmos a Nadi antes de embarcarmos de volta à Sydney (AUS). Saímos de Beachcomber chateados e frustrados com a ilha, mas estávamos alegres, pois estávamos a caminho daquela que mais gostamos: Bounty.

Quando descemos no barco que nos levaria até à ilha o funcionário local nos reconheceu e assustado disse:

– Braseeeeeellllllll…..are you back? – Disse espantado.

– Sim, estamos voltando….

A reação foi a mesma quando desembarcamos na ilha. Todo staff nos reconheceu (foi nossa primeira parada, aquela do tsunami. Havíamos pisado por lá 12 dias antes) e estranhou o retorno. Pelo visto não é comum. Explicamos nossa ideia de descansar das nossas férias na ilha que mais gostamos. Ficaram tão felizes que nos deram um upgrade no quarto. O fato de ser baixa temporada também colaborou para isso, obviamente. De diferente, o novo quarto só tinha o acabamento, mais luxuoso. Mas o mais importante de tudo era igual: a vista para o mar.

Nesses quatro últimos dias por lá aproveitamos para fazer o que não fizemos na nossa primeira “temporada”. Remamos de caiaque e caminhamos ao redor da ilha, fizemos stand up paddle e participamos do projeto de preservação de tartarugas marinhas que as devolve para o mar em tamanho maior, o que aumenta a possibilidade de sobrevivência. Também tivemos a oportunidade única de presenciar uma minúscula tartaruguinha desesperada, sozinha, correndo para o mar. Tinha acabado de sair do ovo. A salvamos junto com outras três que estavam perdidas perto do nosso quarto e o staff as “inscreveu” no projeto. Além disso, vimos cobra, descansamos (afinal, a cada dois dias nós tínhamos que empacotar nossa bagagem em cada nova ilha), fizemos artesanato com folhas de coqueiro e nos sentimos literalmente em casa.

Mergulhamos mais, vi meu último tubarão. Me borrei de medo novamente. Jogamos ping pong e um jogo de arremesso de corda uma centena de vezes cada. Tiramos fotos, vimos o lindo pôr-do-sol de lá, tomamos drinks coloridos, participamos de jogos com os nativos e fomos embora arrasados (e a Mônica chorando aos prantos literalmente) por estarmos deixando para trás um povo e um local maravilhoso com apenas uma certeza: a de que nos veremos de novo.

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Bula e Vinaka, Bounty Island!

Dica de Destino: Norte da Nova Zelândia

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Por Zeca Moreira

Quem nunca assistiu àquele filme no qual um grupo de amigos cruza o país dirigindo uma campervan e pensou: “Uau, um dia ainda farei isso”. Pois bem, se você nunca pensou, comece a pensar na ideia, porque eu e Mônica passamos quatro dias a bordo de uma super campervan na Nova Zelândia e podemos dizer que é uma experiência única. Foram mais de mil quilômetros de estrada na qual passamos por várias cidades e cenários paradisíacos.

Nossa jornada começou pela maior cidade neozelandesa, Auckland. Chegamos no final da tarde e por conta de um atraso pegamos estrada apenas ao cair da noite. Aqui vai nossa primeira dica: caso siga nossa sugestão de roteiro, evite dirigir a noite por lá. As pistas são bastante sinuosas e muitas vezes ladeadas por desfiladeiros. Além disso, você estará pilotando uma campervan de 3.5 toneladas e 2.5 metros de altura. Não vá achando que é a mesma coisa que dirigir um Fiat Palio ou mesmo um carro maior como uma Tucson. Logo, todo cuidado é pouco.

Pois bem, seguimos rumo à pequena (mesmo) cidade de Whitianga, a 165 km de distância do nosso ponto de partida. O trajeto levou cerca de 2,5 horas e nos chamou a atenção a “inexistência” de vida por onde passávamos. Todas as cidades que cruzamos estavam às moscas, sequer postos de gasolina funcionavam. Com apenas 4,4 milhões de habitantes, sendo que metade desses vivem nas quatro maiores cidades (Auckland, Christchurch, Wellington e Hamilton), o País é praticamente inabitado. Talvez por isso ainda preserve sua imensa beleza natural. Nossa primeira parada não foi diferente do que vimos durante nosso primeiro trajeto. Apenas um pub irlandês estava aberto. Foi nossa salvação, pois precisávamos urgentemente de uma tomada para carregar o computador. Enquanto a Mônica trabalhava eu tomava uma cerveja e planejava nosso segundo dia.

Encostamos o carro à beira-mar e quando nos preparávamos para dormir ao som das ondas batendo nas pedras (que lindo) percebemos uma placa a metros da gente com dizeres explícitos sobre a proibição de pernoitar por ali. Na verdade a cidade conta com três vagas para esse tipo de campervan, mas todas estavam ocupadas. Por mais que não tivéssemos avistado uma viatura ou delegacia que fosse, resolvemos estacionar na rua de trás (se fossemos mais duas ruas adiante a cidade acabava) para evitar uma multa.

DICA 2 – Mesmo que você ouça por aí que é permitido estacionar e pernoitar em qualquer lugar na Nova Zelândia, cruzamos com várias placas alertando sobre a ilegalidade do ato (passível de multa). Além disso, existe o fator segurança. Muitos mochileiros tem suas campervans assaltadas enquanto estão estacionadas em locais irregulares (os bandidos locais sabem que backpackers viajam com vários pertences e equipamentos eletrônicos). Por isso procure um camping para encostar sua caranga.

Acordamos às oito da manhã sentindo um pouco de calor dentro da van. Por mais que estivesse cerca de 20 graus, a falta de uma sombra pesou e antes das 09am estávamos dirigindo rumo a Hot Water Beach. A praia fica a cerca de 20 minutos da cidade que pernoitamos e sugerimos que você acampe por lá ao invés de Whitianga. Além de ter um camping adequado o local é muito mais bonito.

DICA 3 – Existe uma praia ou cidade, não sabemos ao certo, com o nome de Hot Water Beach próxima a Auckland. Toda vez que escrever esse nome no Google Maps ele te dará como referência esse local e não o que citamos aqui na matéria. Logo, cheque a imagem abaixo para ter certeza que está indo ao local correto.

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O nome da praia é referência à atividade vulcânica da região que faz com que a água que corre sob as areias fique quente a ponto de queimar os pés. Turistas chegam com pás e cavam buracos de onde brota água quase fervendo e que criam spas naturais. Hot Water Beach conta também com um charmoso café onde você pode almoçar ou simplesmente fazer um lanche rápido (ficamos com a segunda opção).

De lá seguimos viagem para Whakatane, cidade a cerca de três horas de carro, mas que fizemos em quase cinco por conta do nosso primeiro contato com as belas paisagens que te acompanham enquanto você viaja pela Nova Zelândia (como dirigimos à noite no primeiro dia não vimos nada).

Foi também nosso primeiro banho da viagem (mochileiros têm que aprender a lidar com a falta deles), pois enfim pudemos pernoitar em um camping (Whakatane Holiday Park) com tudo que tinha direito (inclusive energia elétrica para a campervan). Pagamos AU$ 20 por cabeça e pegamos dicas importantes com o dono do local, que nos sugeriu visitar a cidade de Roturua no dia seguinte.

– Não me importo muito com o dinheiro. Mas nossa cidade Whakatane não tem muita coisa para fazer. Se querem mais movimento vocês devem ir até Rotorua – disse ele sem se importar com a diária extra que iria perder.

Em tempo, Whakatane fica perto de um vulcão ativo na ilha White Island. Infelizmente cortamos o passeio da nossa lista ao sermos informados que o passeio custaria quase AU$ 200 cada.

No dia seguinte, tomamos nosso café da manha/almoço num restaurante/fazenda chamado Julians Berry Farm & Cafe à beira da estrada. A dica foi de uma amiga da Mônica, que descobriu que estávamos por lá por conta do Instagram (@monicaplaza). Comemos com ela e com um amigo dela, nativo da região. Pegamos novas dicas, comemos mais, colhemos morangos (isso mesmo, você paga entre AU$ 8 e AU$ 20 e colhe os próprios morangos, amoras e outras frutas da temporada) e seguimos para penúltima etapa da nossa viagem, a “movimentada”cidade de Rotorua.

Chegamos com o dia ainda claro. Nos “hospedamos” no estacionamento do hostel Base Backpackers. Como eles não possuíam área adequada para campervan foi cobrado apenas AU$ 10 por cabeça, que nos dava acesso ao banheiro e a um estacionamento seguro. Nada mais.

A cidade conta com diversas atividades como caminhada sobre as árvores, passeio em vulcões, mini-golfe e um grande parque com variadas atrações. Como era muita coisa para pouco tempo (e dinheiro) optamos por descer um morro dentro de uma bola cheia de água no chamado OGO, fazer uma caminhada por um parque (gratuito) com gêiseres e atividades geo-térmicas – Kuiarau Park – e ir ao Skyline, onde brincamos de carrinho de rolimã.

Começamos pela descida de morro dentro de uma bola cheia de água (melhor tradução que encontramos para atividade). Não foi barato (AU$ 50 cada) nem demorou uma hora. Na verdade a atividade em si durou uns dois minutos, mas valeu a pena. Eu e a Monica entramos em uma bolha plástica oca, com 140 litros de água dentro. Depois disso um funcionário do local abre a cancela e libera a bola morro abaixo em um circuito recheado de curvas. Fomos girando e batendo cabeça até a base da montanha. Depois relaxamos em um spa com um visual de cair o queixo. Se a descrição da atividade não foi tão interessante quanto realmente foi, dê uma olhada no vlog em nosso canal do YouTube.

Trocamos de roupa na Campervan, pois terminamos o passeio encharcados, e tomamos rumo ao parque público para ver os gêiseres e atividades geo-térmicas. Ali tivemos uma péssima experiência. Depois de quase três anos morando em Sydney, umas das cidades mais seguras do mundo, perdemos um pouco dos cuidados que devemos tomar quando visitamos qualquer lugar que não conhecemos.

Enquanto tirava umas fotos da Mônica nos descuidamos das nossas coisas. Deixamos um Iphone, um power bank e uma das lentes da câmera fotográfica a alguns metros da gente. Num piscar de olhos não estavam mais lá. Percebi de relance três Maoris (como são chamados os índios neozelandeses) saindo rapidamente por uma viela do parque. Sem pensar, institivamente, corri atrás deles e pedi nossas coisas de volta. Um deles veio para cima de mim dizendo que não era ladrão enquanto os outros dois saiam de fininho. Apesar de não ter sido o melhor aluno de matemática no segundo grau sempre soube que quando estamos em desvantagem numérica numa situação de risco como essa a melhor coisa a ser feita é recuar. Enquanto o maior deles nos ameaçava íamos recuando e questionando sobre nossas coisas. Os comparsas dele sumiram da nossa vista. Tudo foi rápido. Não mais que um minuto. Já dávamos nossas coisas como perdidas, quando um dos caras voltou, pediu desculpas e nos entregou tudo. O grandão que ainda nos ameaçava ficou surpreso com o ato do chefe da gangue. Confesso que também ficamos. Depois do ocorrido e com tudo de volta, ficamos sabendo que os Maoris são conhecidos por assaltar turistas em toda Nova Zelândia (principalmente arrombar campervans de turistas – por isso dissemos lá em cima para sempre procurar campings para pernoite).

No segundo dia em Rotorua fizemos um dos melhores passeios da viagem. Visitamos o Skyline Park. Com preços que variam AU$ 39 e AU$ 150 o parque conta com diversos tipos de pacotes e atrações. Optamos por fazer um dos mais famosos: A corrida de Luge. Na prática trata-se de um carrinho de rolimã estilizado, com manche para comando de direção e freio. Tão fácil de guiar que até crianças pequenas podem praticar. Nos sentimos dentro do Mario Kart. A única diferença é que não podíamos atirar os outros carrinhos para fora da pista. Você pode optar por descer com emoção (muito rápido) ou sem emoção (curtindo o visual). Obviamente eu fiquei com a primeira opção enquanto a Mônica optou pelo segunda. Ao chegar no pé do morro você tem que pegar um teleférico até o topo para começar tudo de novo. Durante a subida você aproveita para admirar o belíssimo cenário.

Nosso último destino foi Auckland, cidade de onde partimos. Separamos muito pouco tempo, ou quase nada, para conhecermos a maior cidade da Nova Zelândia. Decidimos assim porque antes de traçarmos a rota da viagem conversamos com várias pessoas, muitas delas oriundas de lá, e todas foram unânimes: Auckland é uma miniatura de Sydney sem nada para fazer. Chegamos no final da tarde e a cidade não nos atraiu em NADA. Vamos dar um desconto, pois era um domingo. Demos uma volta, comemos uma porcaria e já desistimos de fazer qualquer coisa que fosse. Começamos a procurar um local para dormir perto de onde deveríamos devolver o carro no dia seguinte. Optamos por um posto de gasolina bem próximo do ponto de entrega.

DICA 4 – Me chamou a atenção enquanto procurávamos lugar para pernoitar em postos de gasolina de Auckland como todos contavam com seguranças. Em Sydney isso não existe. Fiquei desconfiado e pedi autorização a um deles antes de encostar. Ele permitiu, mas pediu que saíssemos antes de amanhecer. Procure fazer o mesmo para evitar acordar no meio da noite com alguém batendo no seu vidro.

Sem sombra de dúvidas a viagem de Campervam por um País bonito como a Nova Zelândia foi uma ótima escolha. Pudemos desfrutar cenários paradisíacos, tirar fotos, conhecer novas pessoas, passar por diferentes experiências e ser donos do nosso tempo. Sem check-in ou check-out. Ficou a certeza que voltaremos em 2017, dessa vez para conhecer a famosa região de Queenstown (que por incrível que pareça dizem ser a mais bonita de todas). Faremos durante o inverno para ver como fica esse cenário coberto de neve. E obviamente, iremos escrever tudo aqui.

Aliás, já viu o vlog desta viagem no nosso canal do YouTube? No vídeo você pode ver todas as nossas aventuras por esses quatro dias. 

Dicas de Verão em Sydney

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Por Zeca Moreira

Depois de meses de frio e muito vento gelado o calor volta, gradualmente, a Sydney. A poucas semanas do verão australiano, Sydney já começa a mudar. A cidade se enche de vida e as pessoas voltam a sair às ruas. Festivais e shows, como o badalado Field Day, começam a tomar conta das agendas. Isso sem falar nos inúmeros churrascos nas famosas praias de Bondi Beach, Bronte, Manly, Dee Why ou Coogee. Pensando nisso, montamos um guia com 10 coisas imperdíveis/inesquecíveis para fazer por aqui e nas redondezas. Separem o protetor solar (isso é bem sério!) e divirtam-se com nossa programação.

1) Bondi to Coogee walk

Um dos passeios mais tradicionais e agradáveis de Sydney. Com seis quilomêtros de distância, o passeio conta com um visual deslumbrante. Poderíamos tentar descrever, mas seria muita ousadia da nossa parte, As fotos das praias, piscinas naturais e das rochas gigantescas falam por si só. Não esqueça de levar muita água, protetor solar e um power bank (tudo que você não quer é ficar sem bateria e perder a oportunidade de tirar excelentes fotos para seus Insta ou Facebook). Ao final, seja em Coogee ou Bondi, tente se alimentar com o famoso Brunch Australiano. Nas duas orlas, há várias opções de restaurantes que oferecem um super café-da-manhã/almoço ideal para recarregar as energias da caminhada.

Nossa dica – Entre os dias 20 de outubro e 06 de novembro essa caminhada fica mais interessante com a chegada do Sculpture by the Sea (ver tópico sete). Tente fazer o trajeto nesse período e poderá contemplar belas esculturas e outras artes no caminho. Além disso, lembre-se de carregar ao menos uma garrafa de 500 ml de água por pessoa. No caminho você encontrará locais para recarregá-la.

2) Acampamento em Jervis Bay

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Praia com areia mais clara do mundo e com água mais azul também…

Localizada a menos de 200 km de Sydney, Jervis Bay conta com belezas exuberantes e, segundo o Google, com a praia mais branca do mundo. Isso mesmo, uma das praias locais, a famosa Hyams Beach, está no famoso The Guinness Book of Records como a areia mais clara do planeta. Isso sem citar a água azul turquesa e consideravelmente mais quente que as gélidas águas de Sydney.

Nossa dica: Esqueça as excursões bate-volta. Quando for procure acampar ou se hospedar por lá. O local é bonito demais para você perder a oportunidade única de acordar acampado à beira mar, tendo como despertador o barulho do oceano.

3) Baladas de Sydney

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As praias e a vida diurna de Sydney são incontestáveis. Já a noite…bem essa rende longos debates por conta das restrições relacionadas ao consumo de álcool (se chegar na porta do pub fedendo a pinga fica de fora) e ao famigerado lockout (última chance de entrar em qualquer bar/boate é às 02am e derradeira alcóolica às 03am). A exceção fica por conta de Newtown, bairro boêmio a cerca de 10 minutos do centro da cidade onde as leis são mais “brandas” e não existe hora para entrar ou sair.

Nossa dica: Sem hora para acabar– Bank Hotel ou Malborough Hotel (não esqueça de experimentar o tradicional Jager Bomb – Jägermeilfter + energético).

Volta ao mundo de graça – Sydney é reduto de backpackers do mundo inteiro durante o verão. Backpacker não gosta de gastar dinheiro. Logo, a Ivy criou a balada perfeita para essa galera. Todas as quintas-feiras a entrada na boate é 0800. Prepare seu inglês para conversar com gente do mundo todo espalhadas pelos mais de três andares da casa e não esqueça o passaporte. É o único documento aceito por lá.

Outras dicas de baladinhas que você não pode perder são a Sash, em Darling Harbour, The Argyle, no The Rocks, The Sheaf, em Double Bay, e Beach Road Hotel, em Bondi Beach.

Ostentação – Já que você economizou na quinta-feira que tal coçar o bolso na sexta-feira da Marquee? A boate, localizada no Casino Star, tem um esquema diferente. Inclusive lembra em alguns momentos as baladas no Brasil, no quesito ostentação, já que é uma das poucas casas noturnas onde existe venda de camarotes (98% das outras casas não possuem esse espaço de segregação). A entrada varia entre AU$ 20 e AU$ 50, dependendo da programação da casa.

Festa no barco – Várias embarcações saem aos finais de semana com a promessa de muito som, bebida e gente bonita. Não existe uma festa tradicional, pelo fato de serem sempre itinerárias (óbvio) e realizadas por diferentes empresas a cada ano. Nossa sugestão é ficar de olho na entrega de panfletos na praia ou ir até uma agência de turismo e solicitar informações sobre a próxima saída.

4)  Sunset em Manly

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Um dos redutos prediletos dos brasileiros em Sydney tem um dos mais bonitos pôres do sol. A praia, com ondas grandes é perfeita para quem gosta de surfe. Os bares e restaurantes da orla ficam lotados na estação mais esperada do ano. Curte dar um mergulhe? Compre seu equipamento de mergulho por AU$ 25 no K-mart e vislumbre a belezas marítimas da prainha de Shelly Beach, ao lado de Manly.

Nossa dica: Procure ir de Ferry, caso você esteja hospedado do outro lado da ponte. Além de aproveitar o visual da trip que dura cerca de 30 minutos, você irá fugir de um grande trânsito para cruzar a ponte em sábados/domingos ensolarados (sim, Sydney tem trânsito e não deixa nada a desejar para as grandes cidades).

5 – Palm Beach

Praia mais ao norte de Sydney, fica a cerca de uma hora de carro. Se você for em um sábado ou domingo de sol o tempo dentro do carro pode dobrar. Logo, trate de ir cedo. Uma vez lá, não deixe de fazer a caminhada até Barrenjoey Lighthouse. O local possui uma das vistas mais espetaculares. De lá você conseguirá ver o oceano em todas as direções. Palm Beach é um dos locais mais caros para se viver em Sydney, local onde os magnatas possuem “singelas”casas de veraneio.

Nossa Dica – Alugue um carro ou vá com um amigo que tenha. O trajeto de transporte público deve levar mais de duas horas e meia.

6 – Festivais em Sydney

O verão não traz apenas o sol, calor e alegria, traz também muitos festivais à cidade. São tantos que fica praticamente impossível citar todos aqui nesse tópico. Tá aí, quem sabe não fazemos uma matéria no futuro somente sobre isso? Mas voltemos ao que interessa. Neste link http://www.sydney.com/events-festivals-and-celebrations  você tem a lista completa com todos os festivais de verão. Para te ajudar a não se perder entre tantas opções vamos elencar aqui nossos prediletos. Divirta-se:

  • Field Day – Um dos maiores festivais de música de Sydney acontece no dia 01 de janeiro. É uma excelente forma de começar o ano com o pé direito. Os tickets mais baratos custam AU$ 140 e podem ser comprados pelo site .
  • Oktoberfest – O local ainda não foi definido, mas é um dos mais animados de Sydney. Será realizados no dia 29 de outubro e não esqueça de ir vestido a caráter para não se sentir um peixe fora D’água.
  • Sculpture by the Sea – Que tal uma exposição de artes na beira da praia? É isso que o Sculpture by the Sea traz. No trajeto de Bondi até Tamarama você pode encontrar diversas obras. O mais interessante é que eles quase sempre fazem com que as esculturas interajam com a natureza. Imperdível. Data: entre o dia 20 de outubro e 06 de novembro.
  • Australian Open Surfing – Por mais que você não dê a mínima para esse esporte, Sydney é famosa por ser reduto daqueles que amam pegar ondas. Por isso você não pode perder esse evento que ocorre na belíssima praia de Manly (lado norte de Sydney). Gente bonita e comida gostosa completam a programação. Data: Entre 25 de fevereiro e 05 de março.

Nossa Dica: O excesso de festivais essa época do ano aumenta a oferta de emprego nas famosas functions. Normalmente são Jobs de garçom, garçonete, caixa, carregador de engradados de birita e etc. Em alguns rola até de aproveitar o evento enquanto trabalha. Duas agências que nós já trabalhamos e sabemos que costumam recrutar para esses grandes eventos são a Nosh e a Clifford Wallace.

7) Churrasco na praia

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Com mais de 30 praias, entre desertas e outras mais badaladas, desculpas não faltam para reunir os amigos e assar uma carne na praia. A maior parte delas conta com churrasqueiras coletivas a gás. O termo coletivo significa que você chega, prepara sua comida, limpa a grelha e dá vez ao próximo. Não tem dono. Então nada de deixar suas coisas lá e achar que manda no pedaço, ok?

Se você curte tomar uma cervejinha durante o churras procure praias onde isso é permitido. Algumas regiões o consumo não é permitido e a polícia fica em cima durante os fins de semana.

Nossa dica: Diferentemente do Brasil, onde você leva uma caixa de Kaiser e passa o dia tomando Skol e Heineken (que os outros levaram), em Sydney as pessoas consomem exatamente o que levaram (exceto se você estiver somente entre amigos muito próximos). Então pense duas vezes antes de comprar uma cerva cretina. Para os dias de calor sugerimos uma caixa de Corona (post não patrocinado, infelizmente) ou uma Pure Blonde (caso queira economizer alguns dólares e ainda assim tomar uma cerveja suave que combine com o tempo quente).

8 – Royal National Park

Localizado a 45 kilômetros de Sydney, o Royal National Park possui belas trilhas e ótimas praias para mergulhar e surfar. Infelizmente não é possível acesso  via transporte público. Para chegar lá só de carro ou através de uma das diversas empresas de turismo de Sydney. O passeio custa em média AU$ 50/AU$70 via agência. Caso você opte por ir de carro uma taxa de AU$ 11 (valor até meses atrás) será cobrado. Para acampar no local uma outra taxa é cobrada. O local é ideal para piquiniques e famílias.

Nossa Dica: Se você for de carro no final de semana saia bem cedo (cerca de seis horas da manhã). Sugerimos isso por dois motivos: o primeiro é porque o parque possui um limite de visitação diária e se você chegar tarde ficará de fora. O segundo é o intenso trânsito que leva até o Royal National Park.

9 – Barzinhos por Sydney

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Fortemente influenciada pela cultura britânica, Sydney conta com centenas de pubs no estilo londrino. Ou seja, escuros e sombrios. Porém, alguns empresários lembraram-se que Sydney tem algo que, infelizmente, Londres nunca terá: sol e belezas naturais por todos os lados. Os famosos Beer Gardens, como no Coogee Bay Hotel, propiciam pegar uma cor e curtir o visual entre um drink e outro.

Se estiver por Bondi Beach sugerimos o tradicional Bucket List, um bar praiano em frente a mais famosa praia de Sydney. Ainda na região dos Eastern Suburbs você tem que visitar o belíssimo Watson Bay Hotel. Sem dúvida um dos mais interessantes da cidade, porém, a beleza acompanha o valor das bebidas e comidas no local. Mas vale a pena.

Outra pedida é ir para o Opera House assistir ao pôr-do-sol tomando um drink no Opera Bar. Os finais de tarde de sextas ensolaradas são bem movimentadas porque o local é um dos favoritos para o Happy Hour da galera dos escritórios das redondezas do Centro de Sydney.

Nossa Dica – Por que não emendar duas atrações da nossa lista ao mesmo tempo? Comece a caminhada Bondi to Coogee num sábado de sol em Bondi e termine em Coogee. Assim você pode se “reidratar” tomando um drink e curtindo o final de tarde no Beer Garden do Coogee Bay Hotel.

10 – Lugares para comer 

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Mesmo depois de dois anos e meio eu e a Mônica ainda temos enormes dificuldades em encontrar locais bacanas para comer. Até uma singela e saborosa pizza já foi dificuldade (Dominos e Pizza Hut não rola mais). Mas agora seus problemas acabaram. Temos sugestões de comida Italiana, thailandesa, indiana. sea food e até a boa e velha pizza. Informação relevante – Dificilmente você gastará mais que AU$ 50 por cabeça nessas opções.

Mamamia – Dia desses conhecemos o Reggio Lounge (135 Crown St), autêntica cozinha italiana localizada no centro de Sydney. Eu comi um delicioso filé a parmegiana (AU$ 25) enquanto a Mônica se esbaldou com uma pasta sugerida pelo chefe (AU$ 25). Saímos com a certeza de que iremos voltar.

Procurando Nemo – Se você quiser passear no Fish Market – e sugerimos esse passeio – ok. Mas comer um saboroso prato de frutos do mar, esqueça. Pagamos AU$ 100 num prato para dois e nos arrependemos. Contudo, semanas depois tivemos a sorte de conhecer o Cyren Restaurant, na belíssima Darling Harbour. Além da excelente localização e do ambiente aconchegante, você pode comer um ótimo risotto de frutos do mar por menos de AU$ 30.

Muay-Thay – Outra culinária que tivemos o prazer de conhecer foi a Thailandesa. Obviamente sequer sabíamos por onde começar, por isso optamos por visitar o que há de mais tradicional em Sydney, o Thai Pothong, em Newtown. Além de temático, possui uma interessante lojinha para você levar lembranças para casa. Eu comi um suculento Pork Barbecue. Vale a pena demais. Contudo não sugerimos o arroz, que vem naquele estilo oriental totalmente empapado e sem sal. Outro detalhe, você paga AU$ 5 e pode levar seu próprio vinho de casa – ou comprar num bottle shop logo ao lado.

Pizzaria – Brasileiro só da valor a pizza que comemos quando saímos do País. Convide um brasileiro que morou na gringa para comer uma pizza e o sirva com Dominos ou Pizza Hut para você ver….Se ele não jogar a comida no chão na sua frente você está no lucro. Após meses de procura descobrimos a I Love Pizza (348 Sydney Road, Balgowlah). Experimente a deliciosa pizza de strogonoff. Fica no caminho de quem está indo ou voltando de Manly. Vale muito a pena (Preço da pizza de strogonoff entre AU$ 16 e AU$ 22 dependendo do dia da semana).

Churrascaria – Vamos combinar, churrasco de brasileiro na praia tem tudo, menos carne. Para sanar a saudade de uma BOA carne assada não existem tantas opções em Sydney (churrascarias existem as dezenas, porém BOA é outraaa história). Nossas prediletas são a Braza (aproximadamente AU$ 50 o rodízio) e diversos amigos nos recomendaram a Char&CO (AU$ 55 o rodízio), que em breve pretendemos visitar.

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Delhi ‘O’ Delhi

Índia – Recentemente tivemos uma incursão por dentro da saborosa comida indiana. Descobrimos que além de saborosa, nem tudo por lá leva curry. Visitamos o charmoso e aconchegante Delhi ‘O’ Delhi. Como bom brasileiro encarei um desafio lançado pelo garçom de comer o prato mais apimentado da casa. Uma carne com molho que te faz cuspir fogo por 30 minutos. Apesar de muito saborosa eu arreguei e no meio do prato pedi outra refeição, um ótimo butter chicken. Ambos muito, muito saborosos e com preço médio de A$ 25. Já a Mônica comeu um frango que se eu escrever o nome aqui ninguém vai entender (Murghmethi Tikkamasala). Bem, nunca experimentamos um frango tão saboroso. A carne dissolvia na boca.

Atenção: Sentiu falta das praias nessa lista? Não se preocupe. Iremos trazer em breve a lista das melhores praias para você visitar nesse verão.

Caso você tenha mais dicas ou sentiu falta de alguma, comente aqui embaixo. 😉

Dicas Femininas de Verão em Sydney

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O verão já chegou!! (Eu sei, é Primavera, mas pra mim o ano aqui só tem Inverno ou Verão…) e sempre recebo perguntas sobre serviços femininos aqui em Sydney e aí resolvi juntar tudo em um lugar só pra facilitar a vida de todo mundo. 🙂

Só quero reforçar que não fui paga e nem ganhei nada pela divulgação. Minhas dicas aqui são extremamente pessoais porque gostei dos serviços de todas, tá?

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Nutrição e Alimentação SaudávelJá falei aqui no Blog sobre minha luta contra a balança aqui em Sydney. E eu não conseguiria resultados positivos se não fosse a ajuda da Luana Marchi, tanto com a Consultoria Nutricional quanto com as marmitas saudáveis super práticas que como toda semana. Para entrar em contato com ela, o email é lluana.marchi@gmail.com e site para comprar as marmitas/snacks/doces saudáveis: www.luanamarchi.com.au

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Depilação a laser – Eu comecei meus tratamentos a laser na maior clínica de laser daqui da Austrália. Fiquei muito feliz com o primeiro resultado, mas na terceira sessão meus pelos começaram a crescer novamente, como se eu tivesse depilando com gilete. Daí ouvi falar da Skinnovation Laser Clinic, que fica em Maroubra. Sério, eu não tenho mais pelos nas regiões que fiz tratamento. A partir da segunda sessão com elas eu não tinha mais nada. É claro que ainda cresce, mas bem fininho e NADA comparado a antes. Fico até três meses sem ir até a próxima sessão. E o mais legal para quem está chegando a Sydney é que a clínica é de uma brasileira – Dani Olymbios – e vocês podem tirar todas as dúvidas em português. 😉

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Biquinis – Biquini brasileiro do jeito que a gente gosta não é fácil de encontrar nos principais shoppings daqui. Você só encontra mais estilo fraldão. Eu geralmente compro online no Brasil, envio pra casa dos meus pais e peço pra alguém trazer quando estiver vindo pra cá. Mas também há várias meninas vendendo biquínis lindos aqui em Sydney. E a minha marca favorita é a LeSaint. Eu compro da Thaiz Helena. Ela é super fofa, vai onde você estiver e os biquínis são lindos. Vale a pena ver os bodies também.

Terapia – Terapia é uma rotina necessária aqui. Não é supérfluo, não é gasto, é investimento. Como no Brasil, cada profissional trabalha com uma linha diferente e às vezes você precisa encontrar qual você se identifica mais. Desde o ano passado, conto com a ajuda da Evangelia Florou, que foi essencial na minha descoberta profissional aqui. Ela está no momento de licença-maternidade, mas já já ela tá de volta. Conheço também a Camila Albuquerque, profissional que sempre ouço falar muito bem. Ela é parceira da Luana Marchi e o email dela é bebalancedinfo@gmail.com

Manicure e pedicure – Gente, confesso que tô meio sem dicas, pois faz muito tempo que não faço unha em salão ou com manicure porque geralmente faço sozinha. Mas eu tenho uma super dica de podóloga. A Isabel Faria salvou minha vida com minha unha encravada que sempre tive problema. Ela vai até sua casa, faz um tratamento digno de salão de beleza, indica as melhores pomadas e faz acompanhamento depois.

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Cabelo – Eu sempre usei cabelo meio moreno, meio loiro, meio surfista, meio nerd. Hehe E aqui na Austrália sempre cortei e cuidei meu cabelo com a Adriana Balan. Geralmente uso cabelo mais moreno no Inverno e clareio antes do Verão e ela sempre fez um trabalho que gosto muito. Ahh… Ela também tem aquela maquininha para tirar pontas duplas.

Academia – Bom, eu sempre fui meio que zero à esquerda quando o assunto é academia. Eu não sei malhar sozinha, sabem? Eu sei que faço tudo errado quando tento. Fiquei um ano na Fitness First e contava com ajuda do Zeca ou da minha personal. Mas ela mudou pra North Sydney e aí não rolou mais. E aí que procurei outra academia e acabei encontrando a OrangeTheory Fitness. Ela só tem aqui em Bondi. A metodologia dela é muito boa. Claro, custa o dobro da Fitness First, mas eu me encontrei lá porque tem mais a ver com meus objetivos de perda de peso e os professores sempre estão em cima de olho no que você está fazendo. Então pra mim vale a pena pagar mais. Mas eu sei que tem profissionais aqui também que podem te ajudar, como a Rayane Vilela, fisioterapeuta que me ajudou com uns problemas de postura e é personal também.

Curso de automaquiagem – No verão, sempre rola aquela dúvida se vamos à praia com ou sem maquiagem, né? O que passamos primeiro: o protetor ou a base? Bem, a Suelen Manhães pode te ajudar com todas aa dicas sobre isso, falando quais são os melhores produtos pro seu tipo de pele, etc. Além ensinar também aquele olho preto pra balada à noite. 😊

Bom, essas são as dicas que me lembro por agora. Se você tiver mais perguntas, por favor, escreva um comentário aqui embaixo ou mande uma pergunta no meu Insta: @monicaplaza